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Secretário critica imprensa por noticiar redução de salários prevista em MP

O secretário especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco, em coletiva de imprensa - Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O secretário especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco, em coletiva de imprensa Imagem: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Antonio Temóteo

Do UOL, em Brasília

17/04/2020 16h40

O secretário especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco, afirmou hoje que as informações divulgadas pela imprensa "não trazem a verdade" sobre os acordos firmados entre patrões e trabalhadores para reduzir a jornada de trabalho e os salários durante a crise do coronavírus.

Segundo Bianco a imprensa erra ao dizer que os acordos reduzem a jornada de trabalho e os salários. Para ele, o correto seria dizer que empregos estão sendo preservados. A MP (Medida Provisória) do governo federal que permite os acordos define que as empresas podem reduzir os salários ou suspender os contratos dos trabalhadores. Em contrapartida, não podem demitir.

O empregado com salário reduzido ou contrato suspenso recebe uma ajuda do governo, que compensa parcialmente a perda de renda.

De acordo com o próprio governo, já foram feitos mais de dois milhões de acordos entre patrões e empregados até esta sexta-feira (17).

"Tenho visto todos os dias manchetes que dizem que temos dois milhões de pessoas que tiveram a redução de salário. Isso não é verdade. Não tenho visto a verdade. Tenho visto equívocos todos os dias. E peço a todos vocês [imprensa] que se juntem a nós nessa divulgação que é uma divulgação social, de paz e de um serviço que vai ajudar as pessoas", disse.

Bianco disse que muitas pessoas leem apenas as manchetes de jornais, revistas e sites de notícias, que "não trazem a verdade".

"Muitas pessoas, no corre-corre do dia, só leem as manchetes. E as manchetes, infelizmente, não têm sido boas. Não trazem a paz que precisamos nesse momento e não trazem a verdade", declarou.

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