PUBLICIDADE
IPCA
0,64 Set.2020
Topo

Governo pede ação do INSS contra reclamações de consignado pelo C6 Bank

Getty Images/iStockphoto
Imagem: Getty Images/iStockphoto

Do UOL, em São Paulo

16/10/2020 11h09Atualizada em 16/10/2020 14h43

A Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor), órgão vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, pediu ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) que sejam tomadas providências sobre o credenciamento do C6 Consig (antigo Banco Ficsa), controlado pelo C6 Bank.

De acordo com a Senacon, houve um aumento nos registros de reclamações de consumidores contra o banco. A principal queixa envolve a avaliação das condições necessárias para a continuidade das operações de empréstimos consignados.

Em sua plataforma de reclamações (consumidor.gov.br), a Senacon constatou que, do total de reclamações apresentadas contra a financeira de janeiro a setembro (707), dois terços (471) foram feitas somente no último mês.

Além disso, o órgão afirma ter recebido relatos de dificuldade de contato com a empresa, descontos de empréstimos consignados sem terem sido contratados, e supostos acessos, por terceiros, dos registros do aplicativo "Meu INSS" de aposentados e pensionistas.

Empresa diz que média de reclamações está em queda

Procurado pelo UOL, o C6 Bank afirmou, em nota, que, apesar do aumento no número de reclamações ter aumentado, a média de queixas considerando a proporção de empréstimos concedidos, está em "forte queda".

"Em setembro, essa porcentagem foi inferior à média do primeiro semestre", disse o banco, sem revelar os números.

O C6 disse, ainda, que as regras estabelecidas para os correspondentes bancários, parceiros do banco na oferta de crédito consignado, envolvem ação imediata quando há qualquer situação de não-conformidade.

"Todos os casos são resolvidos sem prejuízo ao consumidor. Nossa equipe segue disponível para prestar o melhor atendimento aos nossos clientes", afirmou banco.

O banco revela que mais de 100 mil contratos de crédito consignado foram fechados em setembro e afirma que "as 471 reclamações registradas na plataforma no último mês representam uma pequena parte do total".