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UOL entrevista o governador afastado do RJ, Wilson Witzel, nesta 4ª, às 15h

UOL entrevista o ex-governador do Rio Wilson Witzel - Editoria de Arte/UOL
UOL entrevista o ex-governador do Rio Wilson Witzel Imagem: Editoria de Arte/UOL

Do UOL, em São Paulo

17/03/2021 04h00

Nesta quarta-feira (17), a partir das 15h, o UOL Entrevista conversa ao vivo com o governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC). A entrevista, conduzida pelo colunista Juliana Dal Piva e pelo repórter Gabriel Sabóia, será transmitida pela home do UOL e pelos canais do UOL no YouTube e Facebook.

A entrevista vai tratar, entre outros assuntos, da atual situação jurídica de Witzel, que sofre um processo de impeachment conduzido pelo Tribunal Especial Misto, que reúne deputados estaduais e magistrados do Rio de Janeiro.

O ex-juiz federal é réu uma ação penal no STJ (Superior Tribunal de Justiça) e responde às acusações de corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro.

Witzel nega que tenha qualquer crime e afirma que seu afastamento é uma forma de "cassá-lo indiretamente" e tem "motivação política". Nos últimos meses, o governador afastado tenta mudar sua imagem de político "linha dura" que o caracterizou durante a campanha eleitoral de 2018 e sua gestão à frente do Palácio das Laranjeiras.

Em um culto na Assembleia de Deus, em fevereiro passado, Witzel renegou a frase "troca o seu fuzil por uma Bíblia, senão nós vamos te matar".

"Essa frase viralizou. Eu quero mudar essa frase hoje: 'troque seu fuzil por uma Bíblia porque nós vamos te salvar", afirmou.

Ação penal e afastamento

Em fevereiro deste ano, a Corte Especial do STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu por unanimidade pela abertura de processo criminal contra Witzel e prorrogou seu afastamento do cargo por mais um ano. Witzel já não exerce as funções de governador desde setembro de 2020. O político recorreu ao STF (Supremo Tribunal Federal).

Na ocasião, o STJ aceitou a denúncia feita pela Procuradoria-Geral da República que denunciou Witzel e mais oito pessoas. A acusação apontou ilegalidades nos pagamentos feitos por empresas ligadas a Mário Peixoto, preso na Lava Jato, e à família do ex-prefeito de Volta Redonda, Gothardo Lopes Netto, ao escritório de advocacia da primeira-dama Helena Witzel. A suspeita é a de que a banca tenha sido usada para lavar propinas pagas em troca do direcionamento de contratações. Witzel nega.

No começo de março, o MPF (Ministério Público Federal) denunciou Witzel pela segunda vez por participação num suposto esquema de desvios que envolve contratos da Secretaria de Saúde fluminense e funcionários do TRT (Tribunal Regional do Trabalho).

Processo de impeachment

Na semana passada, a defesa do governador afastado teve acesso ao conteúdo da delação premiada do ex-secretário de Saúde Edmar Santos, que fez acusações de corrupção contra Witzel e outros políticos no processo que gerou o afastamento do governador.

Em dezembro, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes concedeu liminar favorável a Witzel e determinou que o interrogatório dele no processo de impeachment só poderá acontecer após sua defesa ter acesso aos autos e à delação. Após a retomada do processo, ainda sem data, Santos e Witzel serão ouvidos.

O Tribunal Especial Misto que julga o processo de impeachment de Witzel deve marcar ainda uma nova sessão para ouvir outras testemunhas.

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