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Com combustíveis em alta, prévia da inflação é a maior para março em 6 anos

Preços dos combustíveis subiram 11,63% em março, segundo o IBGE - Marcelo D. Sants/Framephoto/Estadão Conteúdo
Preços dos combustíveis subiram 11,63% em março, segundo o IBGE Imagem: Marcelo D. Sants/Framephoto/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

25/03/2021 09h06Atualizada em 25/03/2021 18h03

O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor - Amplo 15), considerado uma prévia da inflação oficial (IPCA), acelerou a 0,93% em março, novamente puxado pela alta dos combustíveis, após ficar em 0,48% em fevereiro. É o maior resultado para um mês de março desde 2015, quando o índice foi de 1,24%.

No ano, o IPCA-15 acumula alta de 2,21%. Em 12 meses, o índice acumula aumento de 5,52%. Em março de 2020, a taxa foi de 0,02%.

A meta do Banco Central para a inflação neste ano é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos, ou seja, podendo variar entre 5,25% e 2,25%.

Os dados foram divulgados hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Combustíveis disparam 11,63%

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, oito apresentaram alta em março. O maior impacto (0,76 ponto percentual) e a maior alta (3,79%) vieram dos Transportes, que aceleraram em relação a fevereiro (1,11%), sobretudo em decorrência do aumento nos preços dos combustíveis (11,63%).

O maior impacto individual sobre o IPCA-15 no mês (0,56 p.p.) foi da gasolina, cujo preço médio subiu 11,18%. É o nono mês consecutivo de alta do combustível. Também houve altas no etanol (16,38%), no óleo diesel (10,66%) e no gás veicular (0,39%).

10º mês seguido de alta do botijão de gás

O segundo maior impacto do IPCA-15 de março foi do grupo Habitação, com alta de 0,71% e contribuição de 0,11 p.p. no resultado do mês. Destaque para o gás de botijão, que aumentou 4,6% e adicionou 0,05 p.p. na pesquisa. É o 10º mês consecutivo de alta.

Gás encanado (2,52%) e conta de água e esgoto (0,68%) aceleraram em relação a fevereiro, quando registraram 1,19% e 0,45%, respectivamente.

Tomate e batata caem; carnes sobem

O grupo de Alimentação e Bebidas variou 0,12%, desacelerando em comparação com fevereiro (0,56%). Os alimentos para consumo no domicílio caíram 0,03% após sete meses consecutivos de alta.

Os destaques foram as quedas nos preços do tomate (-17,5%), da batata-inglesa (-16,2%), do leite longa vida (-4,5%) e do arroz (-1,65%). No lado das altas, as carnes aumentaram 1,72%.

Juros x inflação

Para tentar controlar a inflação, o Banco Central pode usar a taxa de juros. De modo geral, quando a inflação está alta, o BC sobe os juros para reduzir o consumo e estimular a queda de preços. Quando a inflação está baixa, o BC derruba os juros para impulsionar o consumo.

Na última reunião, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central decidiu subir a taxa básica de juros, a Selic, de 2% para 2,75% ao ano.

Metodologia

O IPCA-15 refere-se às famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.

A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, considerada a inflação oficial; a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica.

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