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Prévia da inflação foi de 0,83% em junho, puxada por gasolina e energia

Mais de um terço da taxa registrada em junho é derivada das altas na gasolina e na energia elétrica - Getty Images
Mais de um terço da taxa registrada em junho é derivada das altas na gasolina e na energia elétrica Imagem: Getty Images

Do UOL, em São Paulo

25/06/2021 09h06Atualizada em 25/06/2021 09h39

O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor - Amplo 15), considerado uma prévia da inflação oficial (IPCA), acelerou a 0,83% em junho após ficar em 0,44% em maio, puxado pelas altas na gasolina e na energia elétrica.

No ano, o IPCA-15 acumula alta de 4,13% e, em 12 meses, de 8,13%. Em junho de 2020, a taxa foi de 0,02%.

Os dados foram divulgados hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A meta do Banco Central para a inflação neste ano é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos, ou seja, podendo variar entre 2,25% e 5,25%.

Alta da gasolina

O maior impacto no mês veio do grupo de transportes (1,35%), influenciado pela alta nos preços dos combustíveis (3,69%). A gasolina teve alta de 2,86% no mês e acumula variação de 45,86% nos últimos 12 meses.

Os preços do gás veicular (12,41%), do etanol (9,12%) e do óleo diesel (3,53%) também subiram.

Conta de luz

O grupo de habitação, no qual estão a conta de luz e taxas de água e esgoto, apresentou a maior variação (1,67%) e contribuiu com 0,26 ponto percentual no resultado do mês.

O aumento foi puxado pela energia elétrica devido à mudança na bandeira tarifária de vermelha patamar 1 para vermelho patamar 2, com acréscimo de R$ 6,243 a cada 100 kWh consumidos. A mudança ocorreu diante do nível crítico nos reservatórios das usinas hidrelétricas.

Metodologia

Os preços foram coletados entre 14 de maio e 14 de junho de 2021 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 14 de abril a 13 de maio de 2021 (base).

O IPCA-15 refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.

A metodologia é a mesma do IPCA; a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica.