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Prévia da inflação desacelera a 0,44%, mas é a maior para maio em 5 anos

Alta na conta de luz teve grande peso no IPCA-15 em maio - Getty Images
Alta na conta de luz teve grande peso no IPCA-15 em maio Imagem: Getty Images

Do UOL, em São Paulo

25/05/2021 09h07Atualizada em 25/05/2021 09h31

O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor - Amplo 15), considerado uma prévia da inflação oficial (IPCA), desacelerou a 0,44% em maio, após ficar em 0,6% em abril. Apesar de ficar abaixo do mês anterior, esse é o maior resultado para maio desde 2016, quando o índice foi de 0,86%.

No ano, o IPCA-15 acumula alta de 3,27%. Em 12 meses, o índice acumula aumento de 7,27%. Em maio de 2020, a taxa foi de -0,59%.

A meta do Banco Central para a inflação neste ano é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos, ou seja, podendo variar entre 2,25% e 5,25%.

Os dados foram divulgados hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Conta de luz sobe 2,31%

A alta na conta de luz foi o item que teve o maio peso sobre o IPCA-15 em maio. A cobrança subiu, em média, 2,31% e contribuiu com 0,1 ponto percentual no índice.

Em maio, passou a vigorar a bandeira tarifária vermelha patamar 1, que acrescenta R$ 4,169 na conta de luz a cada 100 quilowatts-hora consumidos, depois de quatro meses seguidos da bandeira amarela em vigor, cujo acréscimo é menor (R$ 1,343). Além disso, houve reajustes nas contas de luz de Fortaleza (8,27%), Salvador (5,83%) e Recife (5,4%).

Outro destaque foi o gás de botijão, que subiu 1,45% e emendou o 12º mês de alta, enquanto o gás encanado teve alta de 2,03%, impactado pelos reajustes de 13% no Rio de Janeiro (5,64%) e de 7,04% em Curitiba (3,04%).

O grupo habitação, no qual estão a conta de luz e o gás, teve alta de 0,79% em maio.

Reajuste de medicamentos pesa no índice

O grupo saúde e cuidados pessoais (1,23%) acelerou na comparação com abril (0,44%), registrando o maior impacto (0,16 p.p) sobre o indicador de maio, influenciado principalmente pelo reajuste de 10,08% nos preços dos medicamentos no início do mês anterior.

Houve aumentos nos remédios antialérgicos e broncodilatadores (5,16%), dermatológicos (4,63%), anti-infecciosos e antibióticos (4,43%) e hormonais (4,22%).

Carnes acumulam alta de 35,7% em 12 meses

O grupo alimentação e bebidas (0,48%) acelerou com a alta na alimentação no domicílio, que passou de 0,19% em abril para 0,5% em maio.

Entre os destaques, as carnes subiram 1,77% e já acumulam aumento de 35,68% nos últimos 12 meses. O tomate, que havia caído 3,48% em abril, teve alta de 7,24%. No lado das quedas, o maior impacto negativo (-0,06 p.p.) veio das frutas, cujos preços recuaram 6,45%.

Metodologia

Os preços do IPCA-15 foram coletados no período de 14 de abril a 13 de maio de 2021 e comparados com aqueles vigentes de 16 de março a 13 de abril de 2021 (base).

O IPCA-15 refere-se às famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.

A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, considerada a inflação oficial; a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica.