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Governo nomeia substitutos de 3 secretários de Guedes que pediram demissão

Equipe de Paulo Guedes sofreu várias baixas após manobra para driblar o teto de gastos - Washington Costa/ME
Equipe de Paulo Guedes sofreu várias baixas após manobra para driblar o teto de gastos Imagem: Washington Costa/ME

Do UOL, em São Paulo

29/10/2021 06h44Atualizada em 29/10/2021 10h34

O governo nomeou hoje três substitutos dos quatro secretários do Ministério da Economia que pediram demissão na última quinta-feira (21), em meio à proposta do governo de furar o teto de gastos para bancar o Auxílio Brasil, que deve substituir o Bolsa Família.

As exonerações e nomeações foram publicadas na edição de hoje do DOU (Diário Oficial da União). Veja as mudanças:

  • o secretário de Tesouro e Orçamento Bruno Funchal foi substituído por Esteves Pedro Colnago Júnior;
  • o secretário do Tesouro Nacional Jeferson Bittencourt foi substituído por Paulo Fontoura Valle;
  • a secretária-especial adjunta de Tesouro e Orçamento Gildenora Dantas foi substituída por Júlio Alexandre Menezes da Silva.
  • o secretário-adjunto do Tesouro Nacional Rafael Araujo foi exonerado, mas seu substituto não foi nomeado.

Na semana passada, o Ministério da Economia havia esclarecido que os membros da equipe que pediram exoneração continuariam despachando com o ministro Paulo Guedes até que fossem anunciados os seus substitutos nos cargos.

Todos alegaram motivos pessoais para deixar a pasta, mas as demissões aconteceram após a confirmação de que o governo Jair Bolsonaro (sem partido) planejava uma manobra para driblar o teto de gastos e viabilizar um auxílio social de R$ 400 até o final de 2022, ano em que o presidente tentará a reeleição.

A expectativa do governo é que o novo programa possa ajudar a recuperar a popularidade de Bolsonaro para a disputa eleitoral do próximo ano. Atualmente, o presidente aparece em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, atrás de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Desde o início do governo, as baixas na equipe econômica já chegam a mais de quinze nomes.

Quem são os substitutos

Esteves Pedro Colnago Júnior: É atual chefe a Assessoria Especial de Relações Institucionais no Ministério da Economia. A escolha de seu nome para ocupar a secretaria já havia sido adiantada pela colunista do UOL Carla Araújo.

A definição do nome de Conalgo por parte de Guedes se deve a experiência do auxiliar e pelo fato de que ele faz justamente uma ponte com o Congresso Nacional, podendo arrefecer os atritos com a ala política que quer abrir ainda mais o cofre do governo.

Colnago é Mestre em Economia pela Universidade de Brasília (UnB) e ja foi ministro do Planejamento, no governo Michel Temer (MDB).

Paulo Fontoura Valle: Atual subsecretário de Previdência Complementar no Ministério do Trabalho e Previdência, Valle é servidor de carreira do Tesouro, com especialização em Economia pela Universidade George Washington, dos Estados Unidos.

Exerceu o cargo de presidente da Brasilprev de dezembro de 2015 a março de 2018, foi o subsecretário da Dívida Pública do Tesouro Nacional de 2006 a 2015. Também atuou como coordenador-geral de Operações da Dívida Pública de 1999 a 2006. Ele foi escolhido pelo novo secretário de Tesouro e Orçamento, Esteves Colnago.

Júlio Alexandre Menezes da Silva: Foi secretário especial adjunto da Secretaria Especial de Assuntos Federativos da Secretaria de Governo da Presidência da República e exerceu o cargo de substituto eventual no cargo de secretário especial sdjunto da Secretaria Especial de Relacionamento Externo da Casa Civil da Presidência da República.

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