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Gasolina mais cara do país é registrada no RS por R$ 7,88 o litro, diz ANP

Posto em Belo Horizonte (MG); O valor é reflexo de uma decisão da Petrobras do dia 25 - Daniela Malmann/UOL
Posto em Belo Horizonte (MG); O valor é reflexo de uma decisão da Petrobras do dia 25 Imagem: Daniela Malmann/UOL

Do UOL, em São Paulo

03/11/2021 10h43Atualizada em 03/11/2021 10h52

O levantamento de preços da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) realizado na semana de 24 a 30 de outubro mostrou que o preço mais caro de gasolina comum pago no país foi de R$ 7,88 no município de Bagé, no Rio Grande do Sul. O preço mais barato do mesmo item foi R$ 5,36 no município de Florianópolis, em Santa Catarina.

No Rio Grande do Sul, no total de 298 postos pesquisados pela Agência, o preço médio da gasolina comum ficou em R$ 6,84 contra o valor médio de R$ 6,40 nos 226 postos analisados em Santa Catarina.

Os dados do levantamento da última semana mostraram que o preço médio da gasolina comum nos postos subiu pela quarta semana seguida no país. O aumento dos últimos dias foi de 3,1%, elevando o valor médio do item para a R$ 6,56 o litro.

No geral, a média de preços ficou bem acima de R$ 6. Apenas o Amapá ficou abaixo disso, com R$ 5,57.

Além do RS, o preço máximo na bomba bateu os R$ 7 em outros 13 estados, sendo eles: Acre (R$ 7,30), Alagoas (R$ 7,19), Bahia (R$ 7,29), Ceará (R$ 7,19), Distrito Federal (R$ 7,19), Goiás (R$ 7,29), Mato Grosso (R$ 7,23), Minas Gerais (R$ 7,47), Pernambuco (R$ 7,43), Piauí (R$ 7,29), Rio de Janeiro (R$ 7,64) e Tocantins (R$ 7,27).

O valor é reflexo de uma decisão da Petrobras do dia 25, quando foi anunciado mais um reajuste no preço da gasolina e do diesel vendido nas refinarias da estatal. O aumento foi de 7,04% e de 9,15%, respectivamente, e entraram em vigor no dia seguinte.

Segundo a petroleira, o reajuste tem como objetivo manter os preços dos combustíveis "competitivos e em equilíbrio com o mercado, ao mesmo tempo em que evita o repasse imediato para os preços internos (o encontrado nas bombas dos postos)".

Ainda há defasagem no preço, diz Abicom

A Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis) disse na última semana que os preços praticados no Brasil continuam defasados em relação aos praticados no mercado internacional. De acordo com eles, a gasolina está 7% abaixo do exterior, e diesel, 9%.

Sendo assim, para equiparar os preços, a Petrobras teria que elevar ainda mais o preço. A gasolina teria um acréscimo de R$ 0,37/litro e o diesel de R$ 0,47/litro.

*Com informações de Estadão Conteúdo