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Kassab aprova ICMS congelado: Combustível está caro e governo não faz nada

Colaboração para o UOL, no Rio

29/10/2021 11h28Atualizada em 29/10/2021 16h13

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, disse no UOL Entrevista de hoje que apoia a decisão do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária) de congelar por 90 dias o valor do ICMS cobrado nas vendas de combustíveis. Ele diz, no entanto, que essa é uma decisão dos governadores e que o governo federal precisa apresentar outras soluções para o problema.

O Confaz é um colegiado formado pelos secretários de Fazenda dos estados e do Distrito Federal. O objetivo da decisão tomada hoje é tentar controlar os aumentos frequentes dos preços dos combustíveis no país.

"Essa decisão do Confaz, que não é do governo federal, pode ajudar sim. Mas que o governo federal se mexa, que venha com propostas adicionais", disse o político.

Kassab diz que tem ouvido dos caminhoneiros a dificuldade de rodar o país por causa da alta dos combustíveis. De acordo com ele, a categoria, que anunciou greve para a próxima segunda-feira, 1º, fala em parar ou largar a profissão.

Eles falam em greve ou parar. Ninguém trabalha pondo dinheiro do seu próprio bolso, ainda mais uma categoria que tem dificuldades. Não são grandes empreendedores que têm poupança para perder dinheiro por muito tempo
Gilberto Kassab sobre os caminhoneiros

O político critica a posição do governo federal de não apresentar uma solução para os caminhoneiros. Ele diz que os profissionais estão fazendo ameaça de greve há várias semanas sem uma resposta de suas proposições.

"O preço dos combustíveis está inacessível para o seu trabalho e o governo não faz nada", afirma Kassab, dizendo que não defende a greve da categoria. "Jamais defenderei uma greve de caminhoneiro. É um serviço essencial, que vai trazer um prejuízo enorme, vai gerar o caos. O governo não está fazendo a sua parte. Há quantas semanas existe essa ameaça e o governo não vem com uma única proposta?".

'Não há governo'

Ao avaliar a condução da política econômica pelo governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), Kassab diz que vê muita insegurança, que afasta os investidores do país. Para ele, a tendência é de qualquer investidor tirar os seus recursos do Brasil.

Temos uma dificuldade muito grande do governo em estabelecer prioridades. Temos um Ministério da Economia que é um superministério totalmente fora de controle, sem comando, sem integração com o resto do governo
Kassab sobre a economia do país

O presidente nacional do PSD também critica o furo do teto de gastos que o governo federal fará para bancar o Auxílio Brasil. Para ele, o Executivo deveria pensar em cortes no Orçamento em vez de extrapolar os gastos públicos.

"O governo está no conforto de dizer que precisa aumentar receita para poder cumprir seus compromissos. Aí é muito fácil para qualquer governo, só que quebra o país. Eles estão às custas de programas eleitorais quebrando o país, o que importa é ganhar as eleições", disse Kassab.

O político também vê como um "perigo" a aprovação da PEC dos Precatórios, que prevê que o governo adie o pagamento de dívidas judiciais. Ele diz que a desculpa do Executivo federal de se surpreender com os R$ 89 bilhões que devem ser destinados aos precatórios no ano que vem não se justifica.

O governo disse que ficou surpreso com o volume do pagamento de precatórios. Ficou surpreso porque não tinha planejamento, não acompanhou o trâmite do processo no judiciário, porque isso sempre aconteceu
Kassab sobre precatórios

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