PUBLICIDADE
IPCA
1,25 Out.2021
Topo

Mídia e Marketing

Quatro colunistas do UOL concorrem ao 63º Prêmio Jabuti de literatura

Vala de Perus, uma biografia: como um ossário clandestino foi utilizado para esconder mais de mil vítimas da ditadura", da editora Alameda Casa Editorial - Divulgação
Vala de Perus, uma biografia: como um ossário clandestino foi utilizado para esconder mais de mil vítimas da ditadura", da editora Alameda Casa Editorial Imagem: Divulgação

Do UOL, em São Paulo

09/11/2021 15h46

Quatro colunistas do UOL concorrem este ano ao 63º Jabuti, o principal prêmio literário brasileiro. Camilo Vannuchi e Leonardo Sakamoto concorrem no eixo de Não Ficção, Jamil Chade concorre no eixo de Ciências Humanas, enquanto Júlia Rocha disputa em Ciências.

A cerimônia de premiação do Jabuti 2021 será no dia 25 de novembro. Em razão da pandemia, a transmissão será online pelo canal da Câmara Brasileira do Livro no YouTube.

Os vencedores do Jabuti ganharão R$ 5.000 e a estatueta, enquanto o autor do Livro do Ano receberá um valor de R$ 100 mil.

Vanucchi disputa o prêmio que será entregue na categoria Biografia, Documentário e Reportagem com seu livro "Vala de Perus, uma biografia: como um ossário clandestino foi utilizado para esconder mais de mil vítimas da ditadura", da editora Alameda Casa Editorial.

No livro, o colunista reconta a história dessa vala, construída em meados dos anos 1970 e conhecida nacionalmente em 1990. Naquele ano, uma vala coletiva foi localizada no cemitério Dom Bosco, em Perus, noroeste da capital paulista, revelando um escândalo sobre o extermínio e ocultação de cadáveres pela ditadura (1964-1985).

Pacientes que curam - Divulgação - Divulgação
"Pacientes que curam", da editora Civilização Brasileira
Imagem: Divulgação

Vannuchi, que cobriu o tema por meio de diversas reportagens especiais, organizou seu trabalho no livro que agora disputa a premiação.

Concorrendo ao prêmio na categoria Ciências, a médica e colunista de Ecoa, Júlia Rocha, foi indicada pelo livro "Pacientes que curam", da editora Civilização Brasileira.

No trabalho, a médica conta seu cotidiano no SUS (Sistema Único de Saúde), onde trabalha desde que se formou. Os textos contam as experiências da médica — uma mulher negra, mãe e médica de família e comunidade — nos plantões no hospital, em seu consultório na Unidade Básica de Saúde, na UPA (Unidadede Pronto Atendimento) e em suas visitas a pacientes em casa.

Ao fazer isso, o livro traça um retrato de um Brasil da periferia. Afinal, como proporcionar direitos às pessoas que estão em situação de vulnerabilidade social? E como fazer cumprir os artigos da Constituição que estabelecem acesso universal e igualitário à saúde?

jAMIL - Divulgação - Divulgação
"A escravidão contemporânea", da editora Contexto
Imagem: Divulgação

Na categoria Biografia, Documentário e Reportagem, Sakamoto foi indicado por seu livro "A escravidão contemporânea", da editora Contexto.

Todo ano, milhares de pessoas são traficadas e submetidas a condições desumanas de trabalho, muitas delas impedidas de se desligar do serviço até concluírem a tarefa para a qual foram aliciadas.

No livro, Sakamoto reuniu especialistas nacionais e estrangeiros para discutir a dinâmica do trabalho escravo nos dias de hoje. Esses estudiosos tratam do fenômeno no Brasil e no mundo e tentam responder a pergunta que não cala: por que é tão difícil combater esse tipo de exploração?

jamil chade - Divulgação - Divulgação
"10 histórias para tentar entender um mundo caótico", da editora Sextante
Imagem: Divulgação

Em Ciências Sociais, Jamil Chade e Ruth Manus —dois brasileiros radicados na Europa— disputam o prêmio com "10 histórias para tentar entender um mundo caótico", da editora Sextante.

Neste livro, os dois refletem sobre felicidade, corrupção, saúde, violência, meio ambiente, desigualdade, amor, racismo e outros temas que assombram um planeta em transformação.

O ponto de partida são dez histórias reais vividas por ambos, que fazem perguntas essenciais para o nosso tempo, como por exemplo: Por que permitimos que governos gastem mais com armas do que com remédios?

PUBLICIDADE

Mídia e Marketing