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Doria defende reforma trabalhista e ataca PT: 'Atrasão'

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB) - Tiago Queiroz/Estadão Conteúdo
O governador de São Paulo, João Doria (PSDB) Imagem: Tiago Queiroz/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

07/01/2022 19h17

O governador do estado de São Paulo, João Doria (PSDB), divulgou uma carta em resposta, e com críticas, às intenções do Partido dos Trabalhadores de revogar a reforma trabalhista. Doria chamou o projeto da legenda de "atrasão".

Para o pré-candidato tucano à Presidência da República, o PT "entrou em 2022 olhando o retrovisor". Segundo Doria, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer revogar as medidas que "ajudaram o Brasil a sair da recessão da Dilma [Rousseff, ex-presidente do Brasil]".

Na última terça-feira (4), Lula afirmou que os brasileiros deveriam "acompanhar de perto" o que está acontecendo com a reforma trabalhista na Espanha. No país europeu, governo, sindicatos de trabalhadores e empresários fizeram um acordo para revisar alterações nos direitos dos trabalhadores feitas em 2012. Agora, haverá regras mais rígidas para as terceirizações, por exemplo.

A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, também comentou o assunto, afirmando que a"revisão da reforma trabalhista estará no plano de governo do PT". Para a deputada, o cenário espanhol "serve de inspiração aos brasileiros".

Já Doria acredita que revogar as medidas já tomadas cria "desconfiança nos investidores" e gera "insegurança jurídica". O governador de São Paulo também defende que ainda precisam ser feitas novas reformas no país.

"Defendemos mais privatizações, mais iniciativa privada, menos boquinha, menos compadrio, menos Estado", escreveu.

O pré-candidato tucano também alegou que as ideias do PT vão "aumentar o desemprego e manter a inflação elevada", o que levaria mais sofrimento aos mais pobres, e ao aumento da pobreza.

Para contrapor a ideia petista, a qual Doria chamou de "pacote do atraso", o político disse que pediu um estudo para o grupo de economistas que o acompanham, e que o resultado será divulgado com "a transparência que o debate econômico exige".

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