PUBLICIDADE
IPCA
-0,68 Jul.2022
Topo

PEC 1: Reivindiquei direito de falar como líder, diz deputado sobre briga

Colaboração para o UOL

06/07/2022 18h47

Em entrevista ao UOL News na noite de hoje (6), o deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG) repercutiu a discussão acalorada que aconteceu ontem (5) na sessão que tratava a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que distribui benefícios para diversos grupos e categorias de trabalhadores em ano eleitoral. A presidente da comissão especial, Celina Leão (PP-DF) e deputados petistas foram protagonistas da confusão.

O parlamentar petista explicou que estava reivindicando o direito de falar como líder —a confusão teve início após a aliada do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), negar direito de resposta ao líder do PT na Casa e permitir que o deputado Danilo Forte (União Brasil-CE) lesse o parecer sobre a PEC.

"Eu fui reivindicar o legítimo direito de falar como líder. Tem preferência a fala do pedido do líder. Vários líderes foram prejudicados porque ela interrompeu as inscrições para passar diretamente para a leitura do relatório. Isso porque, de fato, estava próximo à meia-noite e, portanto, [se passasse do horário] teria que apreciar a PEC na sessão sexta, e não de quinta. Por isso houve um descumprimento e desrespeito ao regimento da Casa", explicou Lopes.

Ao UOL News, ele disse que foi o primeiro líder a pedir inscrição para falar, e que esse direito regimental democrático foi negado. "Eu fui lá dizer que estava reivindicando e um vídeo mostra a deputada batendo na mesa várias vezes". Depois, ele bate na mesa e é empurrado por Celina.

Ele reconheceu que a sessão foi "acalorada", e que quem o conhece sabe da sua postura de "sempre buscar a convergência e o diálogo".

A proposta, que concede uma série de benefícios sociais às vésperas da eleição, foi apensada a outra PEC, que trata de biocombustíveis e cuja análise já estava avançada na comissão especial. Dessa forma, o texto "pegou carona" e teve a tramitação acelerada. A previsão é de que o texto seja votado no plenário da Câmara ainda nesta semana.