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Corte de R$ 0,30 no preço do diesel começa a valer hoje nas refinarias

Caminhão abastecendo em posto de combustível, valor ao consumidor vai depender do repasse de cada revendedor - Miguel Perfectti/Getty Images/iStockphoto
Caminhão abastecendo em posto de combustível, valor ao consumidor vai depender do repasse de cada revendedor Imagem: Miguel Perfectti/Getty Images/iStockphoto

Do UOL, em São Paulo*

20/09/2022 08h52Atualizada em 20/09/2022 08h52

Começa a valer hoje o novo valor cobrado pela Petrobras nas refinarias sobre o preço do diesel para as distribuidoras. De R$ 5,19, agora o litro custará R$ 4,89 — corte de R$ 0,30 e uma variação de 5,78%. Não é possível afirmar se e como a diminuição vai chegar ao consumidor final, já que o repasse depende de cada revendedor. Os demais combustíveis não tiveram corte anunciados.

Segundo a Petrobras, a redução "acompanha a evolução dos preços de referência", disse a companhia em nota.

Se considerada a mistura obrigatória de 90% de diesel A e 10% de biodiesel para a composição do diesel comercializado nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará de R$ 4,87, em média, para R$ 4,67 a cada litro vendido na bomba, informou em nota a companhia.

Na semana entre 11 e 17 de setembro, o preço médio do litro do diesel nas bombas era de R$ 6,84, de acordo com o levantamento de preços da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

A última redução foi em 12 de agosto, quando o preço do litro do diesel nas distribuidoras passou a ser de R$ 5,19. Antes, houve redução em 5 de agosto, com o litro sendo revendido a R$ 5,41 na refinaria. Na última segunda (12), a estatal anunciou uma queda no preço de venda do GLP (gás liquefeito de petróleo), o gás de cozinha.

Corte de impostos

Desde julho, os estados estão reduzindo a alíquota do ICMS sobre os combustíveis em atendimento à lei aprovada no Congresso e sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro que limita a porcentagem do imposto sobre esses produtos e serviços, que passaram a ser considerados essenciais.

Além dos combustíveis, gás natural, energia elétrica, comunicações e transporte coletivo são impactados pela redução da alíquota.

O movimento foi uma tentativa do governo de frear a escalada de preços no Brasil, principalmente a dos combustíveis. No início deste mês, integrantes do Centrão chegaram a avaliar que Bolsonaro pode perder as eleições se o governo não conseguir baixar o preço dos combustíveis e passaram a fazer pressão para que alguma medida fosse tomada.

No Twitter, o presidente Jair Bolsonaro comemorou a redução do preço do diesel. Em campanha pela reeleição, Bolsonaro vem citando as quedas nos preços da gasolina e do diesel com frequência e já deu "parabéns à Petrobras" pela iniciativa.

O chefe do Executivo teve quatro presidentes à frente da estatal. Em abril, Joaquim Silva e Luna foi substituído por José Mauro Ferreira em meio à crise dos preços dos combustíveis. Ferreira ficou pouco mais de dois meses no cargo, até a indicação do atual presidente Caio Paes de Andrade.

*Com Estadão Conteúdo