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Bergamo: Fala sobre dólar contraria EUA, mas Lula vê medida como necessária

Colaboração para o UOL, em São Paulo

13/04/2023 13h05

A colunista da Folha de São Paulo Monica Bergamo comentou, em participação no UOL News, ser "previsível" a fala do presidente Lula (PT) em querer evitar o uso do dólar nas negociações com os países do Brics.

Já existia essa ideia de se ter uma moeda para sair da dependência do dólar. Acho superprevisível o que Lula está falando, os Estados Unidos podem estar contrariados, mas essa ideia é muito presente no PT e nos economistas em volta do Lula".

Essa é uma ideia desde sempre, mas é necessário ver se há condições políticas de ser implantada".

Bergamo não vê a fala de Lula como provocação aos norte-americanos, mas como um aceno à China.

Na cabeça de Lula e na cabeça do governo, essa é uma medida necessária, importante para o país. Claro que estamos em um momento de guerra com a Ucrânia, onde as sanções norte-americanas se mostram muito efetivas, porque qualquer país que sofre sanções não pode e nem consegue negociar em dólar com qualquer parte do mundo, mesmo que queira.

Sakamoto: Má comunicação do governo sobre taxação ajuda bolsonarismo

O colunista do UOL Leonardo Sakamoto disse que a falha de comunicação do governo Lula na discussão da taxação para encomendas internacionais ajuda o bolsonarismo.

O que os bolsonaristas estão falando: 'isso é um aumento de imposto'. Enquanto o pessoal do PT está falando: 'não é um aumento de imposto, isso é cobrança de imposto que combate a sonegação'. Aí colocam influenciadores, entra a Janja, o Papa, o pato, o ganso e todo mundo no meio, o que acaba virando uma confusão".

Para o bolsonarismo, isso é extremamente positivo. É extremamente positivo que as manchetes dos principais portais seja a cobrança do imposto, fazendo valer a lei. Mas eles estão empurrando a interpretação de fazer valer a lei para outra coisa, que é o de atrapalhar a vida dos pobres".

Na avaliação do colunista, o governo precisa deixar a comunicação mais clara para evitar casos assim.

O governo vai ter que melhorar sua comunicação, inclusive dando uma ordem. Vem a primeira-dama falando uma coisa, outra pessoa fala outra e acaba virando um samba muito doido.

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