Conteúdo publicado há 2 meses

Ex-ministro: Brasil tende a enfrentar longo período de baixo crescimento

Na esteira do crescimento de 0,1% do PIB nacional no 3º trimestre de 2023, o ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega projeta um longo período de baixo crescimento da economia brasileira em entrevista ao UOL News nesta terça (5).

Há uma realidade da qual não se pode fugir. A saída teria que ser o aumento de receita porque o Brasil se tornou um país diferente dos demais do planeta. No próximo ano, o governo federal disporá de apenas 2% do orçamento primário para gastos com ciência, tecnologia, cultura e assim por diante; 98% estão definidos. Isso é uma barbaridade, gera perda de eficiência e uma má alocação de recursos.

Isso significa perda de produtividade e afeta o potencial de crescimento do país. O Brasil tende a enfrentar um longo período de baixo crescimento. Há uma ameaça ao futuro imediato da economia brasileira que é a situação fiscal. O arcabouço fiscal veio melhor do que se esperava, mas ele é excessivamente otimista. Maílson da Nóbrega, ex-ministro da Fazenda

Enquanto o atual ministro da Fazenda, Fernando Haddad, prevê que o Brasil deve fechar o ano com um crescimento do PIB em torno de 3%, Nóbrega traça um 2024 mais comedido e prevê uma alta de 1,5%. O ex-ministro explicou que os números recentes comprovam que a economia nacional está desacelerando, mas ressaltou que o mundo todo também passa por situação semelhante.

Tudo indica que caminhamos para um PIB negativo no 4º trimestre. Não é nada brutal, talvez uma queda de 0,3%, 0,4%, o que sinaliza um PIB menor em 2024. Projetamos um crescimento de apenas 1,5%, que coincide com a média que vem sendo divulgada pelo Banco Central. Neste ano, o Brasil crescerá tanto ou mais do que a média global. Maílson da Nóbrega, ex-ministro da Fazenda

"Haddad foi a grande surpresa na economia de Lula", diz ex-ministro

Nóbrega ainda reservou elogios ao desempenho de Haddad à frente da Fazenda. Na opinião dele, o petista superou a desconfiança do mercado e as "armadilhas" de Lula para fazer uma gestão "elogiável".

É necessário reconhecer que Haddad foi a grande surpresa da área econômica do governo. Havia dúvidas do mercado se ele estaria à altura do cargo e sucumbiria às ideias polêmicas do PT sobre gestão fiscal, mas o ministro fez uma gestão muito adequada e elogiável. Ganhou credibilidade no mercado financeiro porque desarmou muitas bombas que o Lula estava armando. Maílson da Nóbrega, ex-ministro da Fazenda

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Josias: Planalto manda recado a Maduro contra aventura militar na Guiana

O governo brasileiro enviou um recado claro ao presidente venezuelano Nicolás Maduro ao se posicionar contra qualquer tipo de incursão militar na Guiana. A avaliação é do colunista Josias de Souza, que alertou para os riscos à imagem de Lula como líder regional caso a Venezuela resolva usar a força para assumir o controle da região de Essequibo.

Maduro exibe uma dupla personalidade. Para ele, mais relevante do que as preocupações da Casa Branca são as com o Palácio do Planalto. O governo brasileiro e o Itamaraty fizeram chegar ao Maduro um recado muito nítido: não consideram adequado que o resultado desse referendo seja utilizado para mobilizar uma aventura militar da Venezuela na Guiana. O governo brasileiro foi muito explícito nos bastidores. Josias de Souza, colunista do UOL

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