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Herdeira da Basf escolhe 50 austríacos para doar fortuna de US$ 27 milhões

A austríaca Marlene Engelhorn, de 31 anos, vai escolher aleatoriamente 50 pessoas para gastar 25 milhões de euros (aproximadamente US$ 27 milhões, ou R$ 133 milhões) da sua herança, informou a BBC.

Entenda o caso

Marlene herdou a herança de sua avó, Traudl Engelhorn-Vechiatto, que faleceu em setembro de 2022. Ela diz que recebeu a fortuna sem ter feito "nada por isso", e que o Estado sequer cobrará impostos sobre o dinheiro. A Áustria não impõe impostos sobre heranças desde 2008.

Marlene acredita que se trata de algo "injusto". Ela é descendente de Friedrich Engelhorn, fundador da empresa química e farmacêutica alemã Basf.

Convocação dos austríacos

A BBC informou que na última quarta-feira (10) dez mil convites foram enviados a cidadãos austríacos. Eles foram escolhidos aleatoriamente por Marlene para participar do programa. Mas interessados também podem se inscrever de forma online ou por telefone.

Da amostra inicial dos dez mil austríacos, 50 serão selecionados. Outros 15 membros suplentes também serão escolhidos em caso de desistência.

A ideia do grupo é contribuir com ideias para definir como o dinheiro será gasto. Os escolhidos participarão de reuniões na cidade de Salzburgo, com acadêmicos e organizações da sociedade civil, de março a junho deste ano.

Os custos de viagem para quem precisar se deslocar serão cobertos. Além disso, os participantes receberão 1.200 euros por cada fim de semana que participarem das reuniões.

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Marlene diz que ela não terá direito ao veto. "Estou colocando meus bens à disposição dessas 50 pessoas e depositando nelas minha confiança", declarou. Mas caso não haja consenso, ou os integrantes do grupo não cheguem a uma decisão "amplamente apoiada", o dinheiro volta para a herdeira.

Não se sabe ainda o quanto está sendo doado. A equipe de Marlene disse que ela está retendo parte do dinheiro para "algum tipo de proteção financeira". Ainda assim, mesmo antes da morte da avó, ela já havia declarado que queria distribuir cerca de 90% da sua herança milionária.

Se os políticos não fizerem o seu trabalho e não redistribuírem, então eu mesma terei de redistribuir a minha riqueza (...) Muitas pessoas lutam para sobreviver com um emprego a tempo inteiro e pagam impostos sobre cada euro que ganham com o trabalho. Vejo isto como um fracasso da política e, se a política falhar, os próprios cidadãos terão de lidar com isso.

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