SPA, campo de golfe e praia privativa: condomínios em SP atraem ricaços

Heliponto, SPA, shopping center privativo, praia, piscina para a prática de surfe, campos de golfe, polo, quadra de tênis, de beach tennis, pickleball, circuito permanente e homologado de triatlo, academia de alto padrão: em um cenário onde o luxo não conhece limites, os condomínios de alto padrão no interior de São Paulo emergem como destinos.

O UOL conversou com especialistas e responsáveis por alguns empreendimentos para entender os diferenciais de cada um.

Um novo conceito de luxo

Moradores buscam paz longe dos grandes centros. Se você pensa que os condomínios de luxo se limitam às capitais e grandes metrópoles, pense novamente. O interior de São Paulo está se tornando o novo polo para os super-ricos que buscam exclusividade, conforto e, acima de tudo, um estilo de vida incomparável.

Contato com a natureza e busca pela sustentabilidade. O Fazenda Itapety, em Mogi das Cruzes, foca na integração com a natureza e sustentabilidade, oferecendo uma infraestrutura de clube com lagos privativos, prainhas, quadras de tênis e pista de skate. Além disso, o empreendimento contribui significativamente para o desenvolvimento urbano da região.

O empreendimento foi projetado para oferecer uma conexão direta com a natureza. Temos lagos privativos, mirantes para pôr do sol e infraestrutura completa, garantindo qualidade de vida, diz Marcelo Bonanata, diretor de vendas da Helbor.

Valores e demanda

Investimento é milionário. Quanto aos preços dos lotes, Bonanata diz: "Os valores podem variar significativamente, indo de R$ 700 mil a R$ 1,25 milhão. Isso reflete a diversidade de opções e benefícios oferecidos, como spa, espaço pet-friendly, e muito mais", afirma.

Valores variam conforme o número de unidades disponíveis. Thiago Alonso, CEO da JHSF, reforça que os valores variam. Isso porque existem condomínios desde 8 a 900 casas, apartamentos de 300 unidades até alguns com apenas dez unidades, que variam também no tamanho, sendo que o menor conta com 150 metros quadrados e um quarto. Um dos empreendimentos da JHSF é o Complexo Boa Vista, formado pelos empreendimentos Fazenda Boa Vista, Boa Vista States e Boa Vista Village

O Fazenda Boa Vista tem um centro esportivo completo, campos de golfe, um centro equestre e um empório, além do Hotel Fasano Boa Vista, com diárias a partir de R$ 9 mil. O Boa Vista Village tem ainda uma fazendinha para crianças, um clube de surfe com ondas artificiais "perfeitamente desenvolvidas com duração de 22 segundos, permitindo tubos, aéreos e todas as manobras", além de uma cidade interna, com restaurantes e lojas. O Fazenda Itapety tem lazer de resort, segundo o site, com piscina, brinquedoteca, deck para o lago e quadras esportivas.

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Valor da taxa de condomínio é proporcional ao luxo. Em relação à taxa condominial para a manutenção, Alonso diz que ela "existe como em qualquer outro apartamento" e que é "proporcional aos benefícios oferecidos".

Não temos Imposto de Renda dos nossos clientes, mas pelo nome e sobrenome temos a compreensão de que eles fazem parte de uma parte mais estratificada, do pico da pirâmide, até pelos valores que temos envolvidos na propriedade. O produto de entrada que temos na empresa é de R$ 8 milhões.
Thiago Alonso, CEO da JHSF

Por que morar no interior?

Para fugir da violência dos grandes centros. Licio da Costa Raimundo, professor de economia na Facamp, discute os fatores econômicos envolvidos na questão. Ele diz que, do ponto de vista dos fatores sociais, o principal impulsionador da busca de condomínios de luxo no interior de São Paulo é a crescente violência observada e/ou percebida em grandes centros urbanos como a cidade de São Paulo. "Trata-se, assim, de uma fuga para o interior, supostamente mais tranquilo e menos violento", diz.

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Atendemos um público diversificado, mas com foco em médio, alto e altíssimo padrão. Buscamos oferecer versatilidade, bem-estar e localizações estratégicas, afirma Bonanata.

Foco na qualidade de vida. Alonso diz que a empresa preza pela qualidade de vida dos usuários, incluindo a pluralidade de elementos esportivos nos empreendimentos. "Você tem em uma família gente que gosta de andar a cavalo, nadar, andar de bicicleta, jogar golfe e por aí vai", diz. Além disso, ele destaca a qualidade, a privacidade e a segurança dos locais. E que o pensamento vai além: "pensamos também em como aquele cliente acessa o empreendimento, e no dia a dia, então há uma interação de um shopping center [privativo] ao condomínio, se há ou não a necessidade de haver hotel."

Tendência de mercado ou algo passageiro?

Deve seguir pelo menos no curto e médio prazo. Os condomínios de luxo no interior de São Paulo estão em ascensão, impulsionados por fatores econômicos, sociais e de estilo de vida. Com uma oferta diversificada e adaptada às demandas dos super-ricos, esses empreendimentos estão redefinindo o conceito de luxo e exclusividade no Brasil. "Esse é um mercado em franca expansão, dado que seus fatores impulsionadores não devem ser revertidos no curto ou mesmo no médio prazo", diz o economista.

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