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Lula lança projeto que destina ao menos 483 imóveis para moradia popular

O governo Lula (PT) vai destinar pelo menos 483 imóveis para moradia popular.

O que aconteceu

São 483 prédios públicos elegíveis para o programa de democratização dos imóveis da União. O programa é uma promessa do presidente Lula (PT) para transformar imóveis abandonados em moradia para famílias carentes. Também há projetos para educação, saúde e lazer.

Outros 500 imóveis estão em estudo para possível destinação em 200 municípios. Destes, 68 devem virar parques e instalações de cultura e 49 devem ser destinados para a construção de escolas, universidades e institutos federais.

A ministra Esther Dweck (Gestão) explicou que a prioridade é firmar parcerias para a destinação de equipamentos sociais. Os demais imóveis serão alvo de parceria com o setor privado.

O presidente Lula afirmou que os imóveis serão distribuídos a partir do lançamento do programa, que ocorreu hoje. Alguns já foram destinados ao longo de 2023.

No ano passado, Lula pediu à ministra um levantamento de todos os prédios públicos abandonados no país. O presidente diz que há imóveis que podem ser transformados em moradia e até doados para que "o preço da casa fique mais barato".

A estimativa do governo é que a destinação deverá ser concluída até 2026. De acordo com a ministra, o objetivo é que a atuação do atual governo seja distinta da gestão anterior, que tinha a intenção de vender os bens da União à iniciativa privada.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, estaria alinhado com esse compromisso. Ele tem buscado mais verbas públicas para fechar o ano com déficit zero. Mas, segundo ela, a proposta do governo Lula não é arrecadar dinheiro com esses imóveis, mas ampliar o patrimônio brasileiro e diminuir a pobreza.

A gente acha que em algumas áreas a melhor destinação não é necessariamente habitação ou equipamento social. Em grandes empreendimentos, como o Aeroporto de Vitória da Conquista, podemos abrir para o setor privado propor projetos.
Ministra Esther Dweck

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Vaia a jornalista e silêncio do presidente

Uma jornalista foi vaiada pela militância após perguntar ao presidente Lula (PT) sobre o ato de Jair Bolsonaro realizado ontem, na avenida Paulista, em São Paulo. O petista se recusou a responder.

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, foi o único a falar sobre o ato —e apenas no fim da cerimônia. Segundo ele, a adesão de apoiadores não causou preocupação ao governo, que sabe o nível de polarização que ainda existe no país e infla a participação em manifestações.

Ele viu a fala de Bolsonaro como uma "confissão pública" de que havia tentado dar um golpe de Estado. Ele teria resultado nas invasões durante o 8 de janeiro do ano passado. Mas teria admitido que "não houve êxito".

Não foi surpresa, não [o tamanho do ato]. Inclusive, porque o número foi muito aquém do que aquele divulgado pelos próprios organizadores. Surpresa nenhuma. Só surpresa pelo conteúdo, a confissão de crimes praticados. Não só a nós, mas o Brasil também ficou surpreso.
Ministro da Casa Civil, Rui Costa

PF vai incluir fala na investigação. Integrantes da Polícia Federal dizem inclusive que a fala reforçou a linha de investigação de que houve uma trama de tentativa de golpe de Estado.

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