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Pernambuco autoriza refinaria da Petrobras a elevar produção

Marta Nogueira

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Agência Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco emitiu nesta segunda-feira (11) a renovação da licença de operação da Rnest (Refinaria do Nordeste), da Petrobras, permitindo que a unidade processe até 100 mil barris de petróleo por dia (bpd), ante 74 mil bpd autorizados anteriormente.

A nova licença da refinaria, também conhecida como Abreu e Lima, tem validade de um ano.

A unidade entrou em operação no fim de 2014, com capacidade para processar 115 mil bpd. Entretanto, foi impedida de atingir a capacidade máxima por não ter concluído a construção de um equipamento de mitigação de emissão de gases (SNOX).

O novo documento mantém o compromisso da Petrobras de instalar o SNOX e cobra da petroleira informes trimestrais sobre o cronograma de instalação do equipamento.

Em meados de dezembro, a companhia informou à agência de notícias Reuters que já havia emitido os convites para a licitação da obra de conclusão do equipamento e que a unidade SNOX deverá entrar em operação até outubro de 2017.

O principal produto da Rnest é o diesel S-10, cerca de 70%, mas também produz outros derivados, como nafta, óleo combustível, coque e gás liquefeito de petróleo (GLP).

O início da operação da Rnest reforçou a produção de derivados em 2015 no Brasil, contribuindo com a redução da necessidade de importações, principalmente de diesel.

Dentre as exigências da nova licença da Rnest, o órgão pernambucano determina limites de emissão de gases e também exige medidas da Petrobras de controle de resíduos produzidos na refinaria.

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