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CSN e ArcelorMittal preparam reajustes de preços de aço para abril

Por Alberto Alerigi Jr.

23/03/2016 15h14

SÃO PAULO, 23 Mar (Reuters) - As siderúrgicas CSN e ArcelorMittal Brasil estão preparando para o início de abril reajustes de preços de aços planos vendidos à distribuição, depois que a Usiminas informou o setor sobre aumento de cerca de 10 por cento a partir do próximo mês, disseram duas fontes dos distribuidores nesta quinta-feira.

"A ArcelorMittal deve aumentar em 5 de abril e CSN no início de abril pelo contato que tivemos com as usinas", disse uma fonte em uma grande distribuidora de aço no Estado de São Paulo, pedindo anonimato.

"Todas vão aumentar entre 10 e 12 por cento na linha de bobinas, mas não em chapas grossas, já que a indústria de base está parada", disse a fonte, acrescentando que ainda não é certo se o reajuste "vai vingar".

Em setembro passado, as siderúrgicas chegaram a anunciar aos distribuidores aumentos de preços em aços planos, mas acabaram revendo o reajuste diante da retração do mercado interno e da estratégia da Gerdau de não realizar altas para conquistar mercado, afirmou a mesma fonte.

Procuradas, a CSN não comentou o assunto e representantes da ArcelorMittal no Brasil não puderam ser imediatamente localizados.

A forte queda nas importações de aço pelo Brasil, diante do dólar mais alto em relação ao real, é o pretexto para um aumento do preço do aço no país pelas siderúrgicas.

As importações de aço no primeiro bimestre acumularam queda de 72 por cento sobre o mesmo período do ano passado, para 193 mil toneladas, segundo dados do Instituto Aço Brasil (IABr), que representa as usinas. Enquanto isso, as vendas no mercado interno recuaram cerca de 23 por cento no período, a 2,5 milhões de toneladas.

Os distribuidores de aço plano representam cerca de um terço do consumo da liga produzida pelas usinas do país.

"A CSN está informando que vai aumentar em cerca de 12 por cento no geral a partir do início de abril", afirmou um outro distribuidor na região metropolitana de São Paulo.

"Eles vão reajustar na distribuição, mas não para a indústria... Esperamos que o reajuste não vingue porque os pedidos de clientes nossos estão a conta-gotas", acrescentou.

(Reportagem adicional de Paula Arend Laier; Edição de Cesar Bianconi)