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Fontes da Petrobras negam redução no preço da gasolina, após notícia em jornal

Rodrigo Viga Gaier e Marta Nogueira

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A redução dos preços dos combustíveis no Brasil é um assunto em discussão na Petrobras, mas uma decisão sobre o tema não é iminente, afirmaram à agência de notícias Reuters duas fontes da estatal nesta segunda-feira (4).

"A possibilidade de redução neste momento não está em discussão, mas esse é um assunto que a gente está sempre avaliando. Não está em discussão na mesa redução de preço agora, de imediato", disse uma das fontes, na condição de anonimato para falar sobre o assunto.

"Não vai reduzir", disse uma segunda fonte, essa integrante do Conselho de Administração da empresa.

Os comentários vieram após informação de que a Petrobras poderia anunciar nesta segunda-feira uma redução dos preços da gasolina e do diesel, segundo publicação, no domingo, do colunista Lauro Jardim, do jornal "O Globo".

Notícia faz ações caírem

As ações da companhia operavam em baixa nesta segunda-feira, com analistas afirmando que uma redução nos preços dos combustíveis seria muito negativa para a Petrobras, uma vez que isso aumentaria pressão sobre o fluxo de caixa da estatal.

Procurada, a assessoria de imprensa da Petrobras informou que a empresa não vai comentar o assunto. 

Presidente do Conselho rechaçou 'fortemente'

A segunda fonte disse que a informação publicada pelo colunista se trata de "um balão de ensaio do governo" para "testar a reação" do mercado. Para o governo, uma redução nos preços dos combustíveis teria impacto favorável para o controle da inflação.

De acordo com a fonte, a informação sobre o anúncio de uma redução nos preços nesta segunda-feira já foi rechaçada "fortemente pelo presidente do Conselho, Nelson Carvalho".

A fonte afirmou que o diretor de Refino e Gás Natural, Jorge Celestino, respondeu a um e-mail, direcionado a conselheiros, afirmando que não seria realizada uma redução de preços agora.

"Ele (Celestino) disse que não, respondeu por e-mail que não, que não existe nada programado para a redução de preços."

Baixar gasolina agora seria 'precipitado'

Segundo a primeira fonte, uma decisão sobre o preço agora seria no mínimo precipitada, uma vez que há muitos fatores que podem interferir nos preços internacionais do petróleo no curto prazo.

"Tem ainda uma reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) [em 17 de abril] sobre produção, que vai direcionar para onde vão esses preços (do petróleo)... mexer agora seria precipitado", completou a fonte.

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