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Economia dos EUA tem forte desaceleração e cresce 0,5% no 1º trimestre

Por Lucia Mutikani

  • Mandel Ngan/AFP

WASHINGTON, 28 Abr (Reuters) - O crescimento econômico dos Estados Unidos freou com força e atingiu o ritmo mais lento em dois anos, com os gastos do consumidor enfraquecendo e o dólar forte continuando a afetar as exportações, mas uma melhora da atividade já é esperada dado o mercado de trabalho dinâmico.

O PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA cresceu a uma taxa anual de 0,5% no primeiro trimestre, expansão mais fraca desde o primeiro trimestre de 2014, disse o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira (28), também devido ao esforço dobrado das empresas para reduzir os estoques.

Economistas consultados pela agência de notícias Reuters esperavam uma expansão de 0,7% nos três primeiros meses do ano, após crescimento de 1,4% no quarto trimestre.

A economia também foi afetada pelo petróleo barato, o que tem prejudicado os lucros de empresas de serviços petrolíferos como a Schlumberger e a Halliburton, resultando na contração mais rápida dos gastos empresariais desde o segundo trimestre de 2009, quando a recessão estava terminando.

Maioria dos setores enfraqueceu

Quase todos os setores da economia enfraqueceram no primeiro trimestre, sendo o mercado imobiliário o único ponto positivo.

A desaceleração do crescimento deve ser temporária, dado o mercado de trabalho robusto. Os pedidos de auxílio-desemprego estão próximos da mínima de 43 anos e a criação de postos de trabalho atingiu a média de 209 mil por mês no primeiro trimestre.

Além disso, as pesquisas da indústria e de serviços do Instituto de Gestão de Fornecimento (ISM, na sigla em inglês), que estão bastante ligadas à atividade econômica, recuperaram-se nos últimos meses.

Os gastos do consumidor, que respondem por mais de dois terços da atividade econômica dos EUA, subiram a uma taxa de 1,9%. Esse foi o nível mais baixo desde o primeiro trimestre de 2015 depois de alta de 2,4% no quarto trimestre.

Os gastos fracos do consumidor deram às empresas mais motivos para reduzir as encomendas e aumentar os esforços para baixar os estoques. No primeiro trimestre, as empresas acumularam US$ 60,9 bilhões em estoques, contra US$ 78,3 bilhões no trimestre anterior.

O baixo nível de estoques cortou 0,33 ponto percentual do crescimento do PIB nos três primeiros meses, contra um peso de 0,22 ponto no quarto trimestre.

O comércio subtraiu 0,34 ponto percentual da expansão do PIB, com o dólar forte pesando sobre as exportações.

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