Presidente da Sharp diz que renunciará assim que empresa voltar a ser lucrativa

Taiga Uranaka e Makiko Yamazaki

TÓQUIO (Reuters) - O presidente da Sharp, Tai Jeng-wu, informou nesta segunda-feira (5) que renunciará ao cargo assim que a fabricante japonesa de eletrônicos voltar a ser lucrativa em termos líquidos e suas ações retornarem ao primeiro nível da Bolsa de Tóquio.

Tai, vice-presidente da Foxconn, assumiu o comando da Sharp depois que a empresa taiuanesa, oficialmente conhecida como Hon Hai Precision Industry, adquiriu o controle da companhia japonesa.

A Bolsa de Valores de Tóquio transferiu as ações da Sharp para o segundo grupo no mês de agosto, após a fabricante de eletrônicos reportar ativos líquidos negativos, com os passivos excendendo os ativos, no ano encerrado em março.

O resultado foi impactado pela queda das vendas de painéis de smarthphones e por despesas com reestruturação. Desde então, contudo, a Sharp vem se recuperando com a ajuda da injeção de capital feita pela Foxconn.

Um porta-voz da Sharp disse que a companhia tinha a meta de retornar ao primeiro grupo da Bolsa de Tóquio em meados de 2018, mas não entrou em detalhes.

A empresa vem se esforçando para voltar a ser lucrativa, mas ainda deve permanecer no vermelho no ano fiscal que se encerrará em março de 2017. A expectativa é de que a Sharp tenha prejuízo líquido de 41,8 bilhões de ienes (US$ 368 milhões) no período, amargando assim três anos consecutivos de resultado negativo.

Analistas do setor preveem que a Sharp voltará a ter lucro líquido no próximo ano fiscal que começa em abril, com a estimativa média de nove analistas ouvidos pela Thomson Reuters apontando um resultado líquido positivo de 7,5 bilhões de ienes.

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