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BCE mantém plano de estímulo apesar de crescimento mais forte

FRANKFURT (Reuters) - O Banco Central Europeu (BCE) reafirmou a sua política ultraexpansionista nesta quinta-feira e manteve a porta aberta para impulsionar as suas compras de títulos, se necessário, apesar do aumento da economia da zona do euro.

Depois que o presidente do BCE, Mario Draghi, aumentou no mês passado a expectativa de aperto na política monetária, ele sinalizou que quaisquer ajustes viriam apenas gradualmente, preparando a cena para uma possível discussão em setembro sobre a esperada redução de compras de ativos.

"Precisamos ser persistentes e pacientes porque ainda não estamos lá, e prudentes", afirmou Draghi em sua coletiva de imprensa após a reunião dos intengrantes do BCE em Frankfurt.

Ele enfatizou que os integrantes do BCE foram unânimes na decisão de manter suas orientações de política monetária inalteradas e evitar estabelecer uma data precisa para uma discussão sobre medidas futuras, observando apenas que isso ocorreria no outono (hemisfério norte).

Com a economia da zona do euro crescendo pelo 17º trimestre consecutivo, melhor desempenho desde a crise financeira global de 2007-2008, o que sugere que o BCE está começando a contemplar um alívio na política monetária, preservando algum poder de fogo após imprimir cerca de 2 trilhões de euros para estimular o crescimento da região.

A perspectiva de redução do estímulo monetário manteve os mercados financeiros nervosos, com os investidores buscando indícios de como os bancos centrais em todo o mundo vão começar a relaxar políticas monetárias não convencionais que mantiveram os custos de empréstimos em patamares baixos.

O euro e os rendimentos dos títulos de governos em todo o bloco inicialmente recuaram após o anúncio do BCE. Mas, conforme Draghi falava, o euro foi acima de 1,15 dólar e os rendimentos das obrigações da zona do euro avançaram, aparentemente, na confirmação de que as expectativas de que a retirada de estímulos pode ser discutida no outono.

O BCE manteve as taxas baixas e confirmou que o seu programa de compra de ativos continuaria em 60 bilhões de euros por mês, em linha com as expectativas de analistas consultados pela Reuters.

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