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Dólar recua e vai abaixo de R$ 3,15 após Fed

Por Claudia Violante

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar ampliou a queda nesta quarta-feira, voltando a ficar abaixo de 3,15 reais, após o Federal Reserve, banco central norte-americano, ter mantido a taxa de juros da maior economia do mundo e informar que vai começar a retirar sua ferramenta de estímulo "relativamente em breve", dentro do esperado.

Às 15:44, o dólar recuava 0,58 por cento, a 3,1490 reais na venda, depois de bater a mínima do dia em 3,1432 reais imediatamente após o comunicado do Fed, nesta tarde. O dólar futuro caía cerca de 0,80 por cento.

"(A decisão do Fed) veio exatamente como esperado pelo mercado", afirmou o gerente da mesa de câmbio do banco Ourinvest, Bruno Foresti.

O banco central norte-americano manteve sua taxa de juros na faixa entre 1 e 1,25 por cento e informou que espera "começar a implementar seu programa de normalização do balanço patrimonial relativamente em breve".

Juros mais elevados nos Estados Unidos têm o potencial de atrair recursos hoje aplicados em outras praças financeiras, como a brasileira.

No exterior, o dólar passou a cair ante uma cesta de moedas e também recuava ante divisas de países emergentes.

Internamente, os investidores também terão notícias sobre política monetária. Nesta noite, será anunciado o desfecho do encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, com apostas amplamente majoritárias e já precificadas de corte da Selic em 1 ponto percentual, para 9,25 por cento.

Os investidores também trabalhavam de olho no cenário fiscal do país, após a suspensão do aumento dos impostos sobre combustíveis pela Justiça. O governo recorreu da decisão e argumentou que, sem essas receitas, a máquina pública pode ser afetada.

Na véspera, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que não há, no momento, decisão de alterar a meta fiscal para o ano, de déficit primário de 139 bilhões de reais. Segundo ele, se a alta de impostos sobre combustíveis for vetada em definitivo pela Justiça, o governo buscará outros impostos para repor as perdas.

O Banco Central brasileiro vendeu integralmente a oferta de até 8,3 mil swaps cambiais tradicionais --equivalentes à venda futura de dólares-- para rolagem dos contratos que vencem em agosto. Com isso, já rolou 5,395 bilhões de dólares do total de 6,181 bilhões de dólares que vence no mês que vem.

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