ArcelorMittal vê demanda global maior por aço, mas teme importações

Por Robert-Jan Bartunek

BRUXELAS (Reuters) - A ArcelorMittal, maior produtora de aço do mundo, elevou nesta quinta-feira a projeção para demanda global por aço, com a expectativa de retomada da indústria chinesa, mas disse que importações baratas seguiram prejudicando seus negócios.

A siderúrgica espera que o consumo aparente de aço, que considera níveis dos estoques, suba 2,5 a 3 por cento em 2017 globalmente, ante previsão anterior de 0,5 a 1,5 por cento.

O aumento esperado reflete a recuperação do mercado chinês, informou a ArcelorMittal, que antes esperava declínio neste ano.

Embora a empresa tenha pouca exposição direta à China, o maior produtor e consumidor de aço do mundo tem grande impacto no mercado global.

Dados econômicos recentes da China sugerem que a economia está crescendo mais rápido que o esperado, o que conduziu os futuros do aço para a máxima em três anos e meio.

Para toda a ArcelorMittal, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) subiu 19 por cento no segundo trimestre, para 2,11 bilhões de dólares, em linha com a projeção de 2,14 bilhões de dólares em pesquisa da Reuters com analistas.

A melhora do resultado deve-se aos negócios de mineração e às operações na Europa, já que o lucro nos Estados Unidos e no Brasil foi menor que em igual período de 2016.

A companhia reduziu ligeiramente a perspectiva para demanda no Brasil, que está saindo de uma longa recessão agravada pela crise política, e também nos Estados Unidos, onde se vê uma produção automotiva mais baixa.

A ArcelorMittal destacou também que as importações baratas da China e outros lugares para os seus principais mercados ainda é um problema.

"Continua sendo motivo de preocupação que não conseguimos capturar todos os benefícios do crescimento da demanda devido ao contínuo nível elevado das importações", disse o presidente-executivo da empresa, Lakshmi Mittal, em comunicado.

Para proteger as empresas dos EUA contra importações de aço mais baratas da China, da Coreia do Sul e outros países, o presidente norte-americano, Donald Trump, disse no começo deste mês que considerava a imposição de cotas e tarifas.

(Por Robert-Jan Bartunek)

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