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Caixa Econômica Federal reduz teto de financiamento para imóveis usados para 50%

Por Aluisio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - A Caixa Econômica Federal voltará a reduzir o teto de financiamento de imóveis usados e suspenderá novos contratos transferidos de outros bancos.

Numa carta enviada a instituições parceiros na véspera, o banco estatal avisou que seu teto de financiamento para imóveis usados cairá para 50 por cento do valor do bem.

Ao mesmo tempo, a Caixa informou a suspensão de novos financiamentos com interveniente quitante, operações em que um imóvel já financiado por outro banco é vendido para um terceiro.

As medidas entram em vigor na próxima segunda-feira.

Adicionalmente, o banco federal recomendou à sua rede que dê preferência a contratos que possuam menores cotas de financiamento e que tenham indicação ou melhor qualificação.

Consultada, a Caixa confirmou as informações.

"As propostas em andamento terão as condições mantidas", afirmou o banco por email em resposta à Reuters.

As medidas reforçam a gradual diminuição de atividade de concessão de crédito do banco, que responde por cerca de 70 por cento do financiamento imobiliário no país e que têm enfrentado com mais intensidade os efeitos de dois anos seguidos de forte recessão do país, período em que seguiu ampliando a oferta de financiamentos.

No mês passado, a Caixa havia reduzido volume financiável das principais linhas de crédito, com o teto para imóvel usado na tabela Price caindo de 70 para 60 por cento com recursos da pró-cotista e de 80 para 70 por cento na CC FGTS.

Em julho, a Caixa havia anunciado que a linha pró-cotista que tinha sido suspensa em maio, devido a falta de recursos, será retomada apenas em 2018.

Segundo uma fonte do banco, a diminuição das atividades de financiamento têm a ver com os preparativos da Caixa para regras mais rigorosas de alocação de capital previstas em Basileia 3, que entrarão integralmente em vigor no país a partir de 2019.

O banco tem tomado medidas recentes para aliviar a pressão sobre necessidades de capital, mas ainda pode precisar de socorro do governo federal para se enquadrar a Basileia 3, segundo agências de classificação de risco.

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