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Governo avalia autorizar térmicas mais caras; negocia oferta de gás com Petrobras

30/10/2017 18h16

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O governo avalia autorizar o despacho térmico no país fora da ordem de mérito, o que incluiu usinas mais caras e com maior impacto na tarifa para o consumidor, diante do baixo nível dos reservatórios da hidrelétricas, disse o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, nesta segunda-feira.

Segundo ele, o assunto será tratado na próxima reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), mas não há uma definição tomada. O encontro do CMSE está previsto para quarta-feira.

"Está sendo cogitado, mas decidido não. Temos sim de fato preocupação com a situação", disse Coelho Filho a jornalistas, após evento no Rio de Janeiro.

Enquanto isso, o governo vem conversando com a Petrobras, segundo ministro, sobre a possibilidade de a estatal fornecer gás a três térmicas que estão sem o combustível --térmicas a gás são mais baratas e menos poluentes que as movidas a óleo.

"Tem uma discussão ampla para viabilizar as três térmicas, e cada uma tem situação diferente, e tentamos endereçar na medida do possível, porque é importante para o sistema contar com elas operando", completou, sem mencionar quais seriam as usinas ou quais problemas haveriam para o fornecimento de gás.

O uso das térmicas a gás poderia trazer algum alívio ao sistema, com menor impacto aos consumidores.

Procurada, a Petrobras reiterou afirmação anterior de que que receberá com todo o interesse e analisará tecnicamente todas as demandas que cheguem à empresa para reduzir o risco no mercado energético nacional, "desde que sejam atendidas as condições comercias definidas pela empresa e sem qualquer subsídio concedido ou impedimentos de natureza jurídica".

(Por Rodrigo Viga Gaier)