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Eletrobras convoca assembleia e pede mais prazo para vender distribuidoras

SÃO PAULO (Reuters) - A estatal Eletrobras convocou uma Assembleia Geral Extraordinária de acionistas, em 28 de dezembro, para analisar proposta de prorrogação do prazo para que a companhia tome as providências necessárias à privatização de suas seis distribuidoras de eletricidade que atuam no Norte e Nordeste.

Segundo edital de convocação divulgado na noite de quinta-feira pela elétrica, o prazo para assinatura do contrato de transferência das distribuidoras a um novo controlador deverá ser prorrogado até 31 de julho de 2018.

Em uma assembleia no ano passado, os acionistas haviam aprovado um prazo até 31 de dezembro de 2017 para que a empresa se livrasse das distribuidoras.

"Cabe aos acionistas, se assim desejarem, rever a decisão prevista...a AGE está sendo convocada para propor a prorrogação do prazo para a conclusão da privatização, de modo que haja um prazo razoável para que os administradores da Eletrobras possam avaliar e discutir o modelo de desestatização proposto", disse a companhia em comunicado.

A Eletrobras disse que poderá, depois dessa assembleia, "se for o caso, realizar uma nova assembleia de acionistas para que seja deliberada sobre as condições de privatização ou liquidação das distribuidoras, o que...deverá ocorrer até 1 de fevereiro de 2018", adicionou a companhia.

A elétrica ressaltou ainda que "qualquer condição prevista nos estudos (sobre o modelo de privatização) poderá ser alterada" e que "a decisão acerca da desestatização ou não das distribuidoras, suas condições e prazo ainda dependem de submissão do assunto à deliberação dos acionistas."

As distribuidoras que a Eletrobras quer privatizar são fortemente deficitárias e atendem os Estados do Acre, Alagoas, Amazonas, Rondônia, Roraima e Piauí.

As empresas são fortemente deficitárias e, para vendê-las, a Eletrobras deverá assumir 20,8 bilhões de reais em dívidas das empresas, segundo a modelagem de privatização atualmente proposta.

O presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Jr., disse em entrevista à Reuters no início de novembro que a elétrica avalia ter provisões ou créditos a receber para cobrir toda ou a maior parte dessa dívida. Ele disse ainda que a companhia apresentará aos acionistas na assembleia, para aprovação, informações detalhadas de um plano para cobrir o "rombo" nas empresas.

(Por Luciano Costa)

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