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Bovespa recua 1% com mercado de olho em articulações para votação da Previdência

SÃO PAULO (Reuters) - O principal índice da bolsa paulista operava no vermelho nesta segunda-feira, com a cautela predominando diante de um noticiário esvaziado no início de uma semana importante para as articulações do governo, que tenta emplacar a reforma da Previdência na Câmara dos Deputados ainda este ano.

Às 11:44, o Ibovespa caía 1,08 por cento, a 73.358 pontos. O giro financeiro era de 1,5 bilhão de reais.

Com o noticiário corporativo mais tranquilo e diante de dados econômicos ainda corroborando a expectativa de início do processo de recuperação da economia, o foco do mercado segue voltado para as articulações em Brasília.

"Nesta linha estamos aguardando um forte movimento de volatilidade do Ibovespa, com os movimentos de alta e baixa do índice podendo ocorrer até no intraday, conforme o fluxo de notícias de Brasília", escreveram os analistas da corretora Magliano, em nota a clientes.

O governo do presidente Michel Temer trabalha para colocar a versão mais enxuta da reforma da Previdência em votação no início de dezembro, mas governistas já admitem que alguns pontos da nova versão do texto, apresentada na semana passada pelo relator da matéria, podem ser modificados a pedido da base aliada, a fim de aprovar o texto na Câmara ainda este ano.

DESTAQUES

- PETROBRAS PN caía 1,24 por cento e PETROBRAS ON perdia 1,51 por cento, em dia de perdas para os preços do petróleo no mercado internacional.

- ELETROBRAS ON recuava 2,08 por cento e ELETROBRAS PNB cedia 1,42 por cento, tendo no radar os desdobramentos para a privatização da empresa. No fim da semana passada a elétrica pediu mais prazo para privatização de suas seis distribuidoras de eletricidade que atuam no Norte e Nordeste. Segundo analistas, ainda que já fosse esperado, o movimento deve causar pressões de curto prazo.

- NATURA ON caía 2,39 por cento, entre as maiores perdas do Ibovespa, engatando o quinto pregão seguido no vermelho. Nas quatro sessões anteriores, a ação acumulou queda de 5,8 por cento, em movimento de ajuste após o papel disparar 12,5 por cento em apenas dois pregões na sequência da divulgação do resultado trimestral. No ano, as ações têm alta acumulada de cerca de 32 por cento.

- VALE ON recuava 0,75 por cento, em linha com o movimento dos contratos futuros do minério de ferro na China, que fecharam em baixa de 0,6 por cento na bolsa de Dalian, após atingirem mais cedo o maio patamar intradia desde 20 de setembro.

- BRADESCO PN perdia 1,43 por cento e ITAÚ UNIBANCO PN recuava 0,75 por cento, ajudando a pressionar o Ibovespa devido ao peso dos papéis em sua composição. A sessão também era negativa para as demais ações do setor, com SANTANDER UNIT em baixa de 1,12 por cento e BANCO DO BRASIL ON perdendo 1,78 por cento.

- OI ON caía 2,59 por cento e OI PN recuava 3 por cento, repercutindo a troca de comando da empresa. A Oi nomeou Eurico de Jesus Teles Neto como presidente-executivo interino após Marco Schroeder ter renunciado ao cargo na sexta-feira. Segundo analistas do Credit Suisse, a saída do executivo mostra a dificuldade em achar um termo para todos os acionistas e aumenta as chances de uma intervenção da Anatel. Os papéis não fazem parte do Ibovespa.

- RENOVA UNIT, que também não figura no Ibovespa, avançava 1,78 por cento, após o conselho de administração da empresa aceitar a proposta de aquisição da canadense Brookfield, que envolve aporte primário na Renova de 1,4 bilhão de reais, ao preço de 6 reais por unit, além da chance de um adicional futuro de 1 real por unit.

(Por Flavia Bohone)

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