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Empresas se preparam para Brexit desordenado à medida que negociações estagnam

Por Kate Holton e Andrew MacAskill

LONDRES (Reuters) - As grandes empresas estão intensificando seus planos caso o Reino Unido fique fora da União Europeia sem um acordo, enquanto a primeira-ministra Theresa May tenta lidar com as negociações após um grande revés.

O Reino Unido pretende concordar com a UE no dia 14 de dezembro em passar as negociações do Brexit para a segunda fase. Assim as conversas se concentrariam no comércio e em um acordo de transição de dois anos para suavizar o desembarque depois de março de 2019. Mas o calendário foi posto em dúvida após discussões em Bruxelas na segunda-feira.

Executivos do setor de serviços financeiros, que representam cerca de 12 por cento da economia, disseram à Reuters que os esforços de May para garantir um acordo de transição chegaram muito tarde e eles não tiveram escolha senão começar a reestruturação.

Grandes supermercados como o Tesco e Sainsbury's têm trabalhado com fornecedores para identificar possíveis atrasos, desabastecimento ou aumento de preços. Eles alinharam provedores alternativos, de acordo com fornecedores e fontes do setor.

A incerteza é particularmente dolorosa para o setor de manufatura, pois as margens baixas tornam arriscada uma reestruturação, a menos que seja essencial. Eles estão segurando investimentos, mas estão se preparando para uma nova certificação que lhes permitiria vender na Europa se não houver acordo.

Paul Drechsler, presidente do grupo de lobby da CBI para grandes empresas, disse que as companhias agora estão tendo que planejar o pior, enquanto esperam pelo melhor.

(Por Kate Holton e Andrew MacAskill)

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