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Novo CEO da Volkswagen diz que empresa está no caminho certo, apesar de queda no lucro

26/04/2018 13h56

Por Andreas Cremer

BERLIM (Reuters) - A Volkswagen divulgou nesta quinta-feira que seu lucro operacional caiu no primeiro trimestre, mas o otimismo com o novo presidente-executivo, com a saúde financeira da montadora e menores provisões para os escândalos com emissão de diesel amparavam as ações.

Duas semanas após promover o chefe de marca Herbert Diess a presidente-executivo do grupo, como parte da maior mudança na diretoria em mais de uma década, a maior montadora da Europa está mudando o foco para tornar seu negócio operacional mais eficiente.

"O grupo Volkswagen está numa posição econômica robusta. Os resultados trimestrais confirmam que estamos no caminho certo", disse Diess após a VW reportar lucro antes de juros e impostos de 4,21 bilhões de euros, uma queda de 3,6 por cento.

O resultado ficou abaixo do consenso em uma pesquisa Reuters com bancos e corretoras, de 4,47 bilhões de euros.

A VW disse que os efeitos negativos de 300 milhões de euros de migrar para o padrão de contabilidade IFRS contribuiu para a queda no lucro, acrescentando que o lucro ajustado superou levemente os 4,37 bilhões de euros de um ano antes, se as mudanças fossem excluídas.

O grupo informou que reservou recursos menos significativos entre janeiro e março para cobrir multas, compensação e reparos de veículos relacionados a seu escândalo de emissão de 2015, após elevar as provisões em outros 600 milhões de euros no quarto trimestre, para um total de 25,8 bilhões de euros.

"O mercado está esperando que Diess leve a mais ganhos de rentabilidade e está apostando que os riscos de um Dieselgate estão diminuindo", disse o analista do NordLB Frank Schwope, que tem recomendação de "compra" para o papel, em referência ao escândalo de testes de emissão de diesel que custou à VW cerca de 30 bilhões de dólares em multas e outros custos.

O fluxo de caixa livre, um dado de referência de saúde financeira e proteção contra futuros desafios, atingiu 2,4 bilhões de euros, ante 2,6 bilhões de euros negativos um ano antes, disse a VW, mesmo excluindo 800 milhões de euros fluxo de saída de custos para o escândalo "Dieselgate".

A rentabilidade da marca principal da VW caiu para 4,4 por cento, ante 4,6 por cento um ano antes, devido à alta de custos para sua ofensiva de carros elétricos. Já a rentabilidade de sua marca de luxo Audi caiu a 8,5 por cento, ante 8,7 por cento em meio a gastos para lançar 20 modelos novos e reformulados este ano.

As ações da VW fecharam a sessão desta quinta-feira na bolsa alemã em alta de 2,66 por cento.

A receita da empresa deve superar o registrado em 2017, de 231 bilhões de euros, em até 5 por cento, enquanto as empresas do grupo devem ficar modernamente acima do montante de 10,7 milhões de veículos do ano passado, disse a VW.