Em discurso para prefeitos, Bolsonaro defende Estado mínimo e redução de impostos
BRASÍLIA (Reuters) - O pré-candidato à Presidência da República pelo PSL, deputado Jair Bolsonaro (RJ), defendeu nesta quarta-feira, em evento organizado pela Confederação Nacional de Municípios, a diminuição do tamanho do Estado, e se posicionou favorável à redução de impostos.
O presidenciável relatou que em conversas sobre a situação econômica do país com sua equipe, levantou a possibilidade da redução da carga tributária, aliada a medidas de redução dos gastos públicos e aumento da arrecadação.
“Vamos economizar, sim, mas também vamos trabalhar para entrar recursos no caixa sem aumentar imposto”, disse o deputado em discurso para prefeitos. “Coloquei na mesa: ‘Dá para diminuir impostos?’. Porque aumentar não passa pela minha cabeça”, afirmou.
“O Brasil na questão da economia é um avião que está indo bater na montanha, algo tem que ser feito, não adianta querer salvar a União, o Estado ou o município quebrando o cidadão.”
Ao defender a redução do Estado, Bolsonaro disse ainda que um Estado “enxuto” fica “menos vulnerável à corrupção”.
O parlamentar ainda reconheceu a impossibilidade de tocar a reforma da Previdência que o governo do presidente Michel Temer tentou aprovar no Congresso, mas afirmou que sua equipe desenha mudanças nas regras de aposentadoria, como instrumentos para evitar o que chamou de “incorporações” aos benefícios.
“Quando o barco está afundando, tirar a água apenas não vai dar certo... tem que tapar o buraco”, disse.
O pré-candidato também defendeu que o Ministério Público seja “parceiro” dos governantes e ajude a desenvolver o país.
“Ele (MP) faz seu trabalho, mas tem seus problemas”, avaliou. “Não é dizer que não vai ter mais fiscalização, mas temos que ser prefeitos, governadores, presidente, sem medo.”
Para exemplificar a atuação do Ministério Público, citou a atuação do órgão e da Justiça do Trabalho em casos de trabalho análogo à escravidão e defendeu mudanças no entendimento sobre as condições de trabalho.
“Tem gente do MP, do Judiciário, que entende que trabalho análogo à escravidão é escravo. Tem que botar um ponto final nisso. Análogo é uma coisa e escravo é outra.”
Questionado sobre uma postagem no Twitter nesta quarta-feira em que afirma não ter recebido propina do PSDB e diz ter orgulho de seu voto contra a medida que possibilitou a reeleição do ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso, Bolsonaro explicou que a publicação era uma resposta ao presidenciável pelo PSDB, Geraldo Alckmin. O ex-governador de São Paulo havia afirmado, também pelo Twitter, que Bolsonaro e o PT “são a mesma coisa”.
(Reportagem de Maria Carolina Marcello)
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