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Bacia de Campos tem 25 plataformas em greve; 3 estão paralisadas, diz sindicato

Por Marta Nogueira
Imagem: Por Marta Nogueira

Do Rio de Janeiro

30/05/2018 13h25

Por Marta Nogueira

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A greve de 72 horas dos petroleiros ganhou novas adesões e já atinge 25 plataformas de produção de petróleo da Petrobras na Bacia de Campos --responsável por cerca de metade da produção de petróleo do Brasil--, em um movimento que impacta também refinarias e terminais desde o início do dia, informaram sindicatos.

Dentre as plataformas mobilizadas, sete foram entregues paralisadas, sendo que quatro já estavam em manutenção e as demais pararam em função da greve, afirmou em nota a Federação Única dos Petroleiros (FUP), que representa 12 sindicatos de petroleiros da Petrobras.

Segundo a FUP, as plataformas que estão no movimento são: PCE1, PPM1, PNA-2, PCH-1, PVM1, P-07, P-08, P-12, P-15, P-19, P-20, P-25, P-26, P-32, P-33, P-35, P-37, P-40, P-47, P-48, P-50, P-51, P-61, P-63 e P-65. A federação não detalhou quais paralisaram a produção.

A Petrobras não comentou imediatamente a informação.

Mais cedo, a companhia havia afirmado em nota que haviam sido registradas paralisações pontuais em algumas unidades operacionais e que não havia impacto na produção, sem entrar em detalhes.

O coordenador de Comunicação do Sindipetro-Norte Fluminense, Francisco Oliveira, explicou que, ao aderir a greve, os funcionários entregam a operação das unidades a equipes de contingência. Segundo Oliveira, a paralisação das três plataformas ocorreu por questões de segurança.

"A gente tem uma responsabilidade muito grande em um movimento como esse, de entregar (a operação) à Petrobras, mas entregar com segurança", disse Oliveira, que não tinha informações detalhadas sobre quais as unidades estão paradas.

Petroleiros afirmaram que a greve não tem a intenção de trazer riscos para o abastecimento de combustíveis do país e que eles têm a responsabilidade de atender as necessidades básicas da população.

Além disso, as refinarias da empresa estão com tanques cheios, após a paralisação de caminhoneiros nos últimos dias, afirmou o diretor-executivo de Estratégia, Organização e Sistema de Gestão da Petrobras, Nelson Silva, em um evento em São Paulo.

O movimento ocorre apesar de o Tribunal Superior do Trabalho (TST) na véspera ter declarado que a greve dos petroleiros é ilegal. Foi estipulada multa diária de 500 mil reais pelo descumprimento da decisão.

Em nota, sobre a decisão da Justiça, o coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), José Maria Rangel, afirmou que "a categoria não se intimidará".

A greve nacional tem como objetivo uma redução dos preços do gás de cozinha e dos combustíveis. Também é contra a privatização da Petrobras e busca a saída do presidente da petroleira Pedro Parente, segundo sindicatos.

O movimento, segundo a FUP, tem um caráter de advertência. "A categoria petroleira já aprovou, para breve, a realização de uma greve por tempo indeterminado", disse a FUP, sem informar uma data.

DEMAIS IMPACTOS

A FUP havia informado mais cedo que, em suas bases, dez refinarias estavam sem troca de turno: Reman (AM), Lubnor (CE), Abreu e Lima (PE), Rlam (BA), Reduc (Duque de Caxias), Regap (MG), Replan (SP), Recap (SP), Repar (PR) e Refap (RS).

Também estão parados, segundo FUP, os trabalhadores da SIX, Superintendência de Industrialização de Xisto (PR), e das Fábricas de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen) do Paraná e da Bahia.

Na Transpetro, a FUP afirmou que a greve atinge os terminais do Paraná, de Santa Catarina, do Rio Grande do Sul, do Espírito Santo, do Amazonas, do Ceará, de Pernambuco, de Campos Elíseos (Duque de Caxias) e de Cabiúnas (Macaé).

"No Rio Grande do Norte, os trabalhadores dos campos de produção terrestre do Alto do Rodrigues e de Mossoró também aderiram à greve, assim como os petroleiros do Ativo Industrial de Guamaré e da Estação Coletora do Canto do Amaro", disse a FUP.

(Por Marta Nogueira; com reportagem adicional de Luciano Costa)

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