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Negociação entre Boeing e Embraer avança, grupo técnico se reúne nesta semana sobre parceria

RIO DE JANEIRO (Reuters) - As negociações entre Embraer e a norte-americana Boeing tiveram avanços nos últimos dias e uma nova reunião para tratar da criação de uma joint venture global na área de aviação deve ocorrer esta semana, disseram três fontes à Reuters.

As negociações entre as duas empresas e o governo federal, que detém direito de veto sobre decisões estratégicas da fabricante brasileira de aeronaves, visam enfrentar uma parceria em aviação comercial que deve ser concluída em julho entre a canadense Bombardier e a europeia Airbus.

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Um grupo técnico foi criado dentro do governo federal para estruturar a parceria entre Boeing e Embraer e conta com a participação de integrantes dos ministérios da Fazenda, Defesa e outros órgãos.

"Vamos ter uma reunião essa semana para tratar dos avanços", disse a primeira fonte próxima do assunto. A ideia é que a joint venture englobe os produtos de aviação comercial das duas empresas.

De acordo com uma segunda fonte próxima ao assunto pelo governo, a Boeing deve ficar com 80% da nova empresa e a Embraer com 20%. O Brasil, de acordo com esse segunda fonte, quer que os negócios na área militar da Embraer, como aviões de combate e sistemas de radar, fiquem com a empresa brasileira.

"Esse é o ponto mais importante da negociação para o Brasil, e todos estão debruçados em cima disso. A ordem é manter o desenvolvimento da tecnologia no Brasil, e esse é um ponto relevante", afirmou a segunda fonte. "O que está faltando é resolver a questão de pesquisa e desenvolvimento. Queremos garantir que fique no Brasil", disse a segunda fonte.

As fontes não indicaram quando a reunião vai ocorrer nesta semana ou quando um acordo poderia ser alcançado. O colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, publicou na véspera que as duas empresas devem fechar um acordo em 15 dias.

As ações da Embraer subiam 0,7% às 16h, horário de Brasília. Embraer e Boeing conversam desde o ano passado sobre uma eventual parceria, mas até agora não tornaram público nenhum dos termos das negociações.

Em maio, o ministro da Defesa, general Joaquim Silva e Luna, disse que estava otimista com o andamento das negociações e que esperava que as empresas acertassem um acordo ainda neste ano. Na ocasião, ele afirmou que "as empresas buscam um caminho de ganha -ganha entre elas. Esse caminho está sendo encontrado", disse ele a jornalistas. "O que se busca é preservar o lado de Defesa da Embraer", adicionou.

Consultadas nesta segunda-feira (18), a Embraer não comentou o assunto e a Boeing disse apenas que "as negociações continuam".

(Por Rodrigo Viga Gaier)

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