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Irã sinaliza que pode concordar com modesta alta na produção de petróleo da Opep

20/06/2018 12h23

Por Rania El Gamal e Shadia Nasralla e Alex Lawler

VIENA (Reuters) - O Irã sinalizou nesta quarta-feira que pode concordar com uma pequena alta na produção de petróleo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) quando o grupo se reunir nesta semana para discutir o assunto, conforme a Arábia Saudita busca convencer parceiros sobre a necessidade de aumentar mais a oferta.

A Opep vai se encontrar na sexta-feira para decidir sobre sua política de produção em meio a pedidos de grandes consumidores como os Estados Unidos e a China por ações que contenham os preços e sustentem a economia global com uma maior produção.

O Irã disse na terça-feira que a Opep provavelmente não alcançaria um acordo, o que abriria espaço para um conflito com a Arábia Saudita, líder do grupo, e a Rússia, que não é membro do cartel, que estão pressionando por aumentos significativos na produção a partir de julho para atender uma crescente demanda global.

Mas nesta quarta-feira o ministro do Petróleo do Irã, Bijan Zanganeh, disse que os membros da Opep que ultrapassaram suas metas de cortes nos últimos meses deveriam retornar às cotas estabelecidas. Isso significaria na prática uma modesta alta na produção de países como a Arábia Saudita, que vinham aprofundando seus cortes apesar de problemas na oferta da Venezuela e da Líbia.

"A Opep poderia manter o mesmo acordo se o nível de cumprimento com os cortes voltar a 100 por cento", disse uma fonte da Opep com conhecimento da posição do Irã.

O secretário-geral da Opep, Mohammad Barkindo, disse que está confiante de que haverá um acordo na sexta-feira.

A Rússia propôs que a Opep e os não-membros elevem a produção em 1,5 milhão de barris por dia (bpd), praticamente acabando com os cortes atuais, de 1,8 milhão de bpd. Membros da Opep como Irã, Iraque e Venezuela se opuseram, temendo uma queda nos preços.

Mas uma decisão pela elevação da oferta poderia acontecer mesmo com a recusa do Irã, como já aconteceu antes na Opep.

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