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Preços do petróleo fecham em forte alta após acordo modesto da Opep sobre produção

NOVA YORK (Reuters) - Os preços do petróleo fecharam em forte alta nesta sexta-feira depois que a Opep e outros produtores concordaram em aumentar modestamente a oferta para compensar perdas na produção em um momento de crescimento da demanda global.

Os contratos futuros do petróleo Brent terminaram em alta de 2,50 dólares, ou 3,42 por cento, a 75,55 dólares por barril.

O petróleo dos EUA (WTI) avançou 3,04 dólares, ou 4,64 por cento, a 68,58 dólares o barril.

A Organização de Países Exportadores de Petróleo disse em comunicado que o grupo retomará o comprometimento de 100 por cento dos cortes de produção acordados anteriormente, o que na prática representaria aumento de produção. A Opep não deu um volume específico.

A Arábia Saudita disse que a mudança seria traduzida em um aumento nominal da produção de 1 milhão de barris por dia (bpd), ou 1 por cento da oferta global. O Iraque disse que o aumento efetivo seria de cerca de 770 mil bpd, porque muitos países que sofreram com o declínio da produção teriam dificuldade de alcançar as cotas completas.

Esse aumento real da oferta, entretanto, gera uma tendência altista para as cotações do petróleo, já que fica abaixo de volumes que estavam sendo discutidos antes da reunião.

"Tinha muita antecipação no mercado de que teria muito mais petróleo novo entrando no mercado, e isso não vai acontecer, pelo menos por agora", disse John Kilduff, sócio da Again Capital.

"Nós fomos provocados com um aumento de 1,8 milhão bpd em certo momento", disse Kilduff.

Por cerca de três semanas antes da reunião, os preços haviam recuado de altas de três anos e meio, sob o temor de que aumentos maiores de produção poderiam levar a excesso de oferta.

A decisão da Opep confundiu alguns no mercado, uma vez que os produtores deram metas opacas para o aumento, dificultando a compreensão de quanto mais o grupo vai bombear.

(Por Jessica Resnick-Ault e Andres Guerra Luz; Reportagem adicional por Henning Gloystein e Christopher Johnson)

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