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Comitê do governo decide prorrogar acionamento de térmicas mais caras

06/09/2018 10h17

SÃO PAULO (Reuters) - O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), formado por autoridades e técnicos da área de energia do governo, decidiu manter na próxima semana o acionamento de termelétricas mais caras, mesmo com modelos computacionais utilizados na programação do sistema indicando que as usinas poderiam ser desligadas.

Segundo nota do Ministério de Minas e Energia, a decisão do CMSE em reunião na quarta-feira foi motivada pelo baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas, principal fonte de geração de energia no país.

"O nível de armazenamento equivalente do subsistema Sudeste/Centro-Oeste se encontra no menor valor dos últimos anos", ressaltou a pasta em nota.

Segundo o ministério, com isso o CMSE decidiu prorrogar até 14 de setembro o despacho de usinas termelétricas com custo de operação de até 766,28 reais por megawatt-hora. A decisão de acionar essas usinas havia sido tomada na última sexta-feira.

Se não fosse a determinação do CMSE, seriam acionadas apenas térmicas até custo de cerca de 492 reais, atual patamar do chamado custo marginal de operação (CMO), calculado por modelos operacionais que guiam o acionamento das usinas no sistema elétrico do país.

O CMSE ainda deliberou por promover esforços para viabilizar a geração de termelétricas atualmente disponíveis, mas não operacionais, e solicitou que o Operador Nacional do Sistema (ONS) "avalie a viabilidade do aumento da importação de energia dos sistemas elétricos uruguaio e argentino."

Apesar disso, o comitê afirmou que não há risco de falta de energia.

"O CMSE reiterou a garantia do suprimento no ano de 2018 e destacou que há recursos energéticos disponíveis, inclusive além dos montantes já despachados de usinas termelétricas. O despacho fora da ordem de mérito neste momento visa, sobretudo, preservar os estoques armazenados nas cabeceiras dos rios Grande e Paranaíba", explicou o comitê.

(Por Luciano Costa)

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