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China diz que não vai enfraquecer moeda para ampliar exportações após tarifas dos EUA

19/09/2018 08h02

Por Kevin Yao

TIANJIN, China (Reuters) - A China não vai render-se à desvalorização competitiva de sua moeda, afirmou o primeiro-ministro, Li Keqiang, horas depois de a China ter respondido com um golpe mais fraco do que o desferido pelos Estados Unidos na intensificação da guerra tarifária entre as duas maiores economias do mundo.

Falando a um evento do Fórum Econômico Mundial em Tianjin nesta quarta-feira, Li não mencionou diretamente o conflito comercial, mas disse que os rumores de Pequim enfraquecer deliberadamente sua moeda são "infundados".

"A depreciação unilateral do iuan traz mais prejuízos do que benefícios para a China", disse ele. "A China nunca vai pegar o caminho de dependência da depreciação do iuan para estimular as exportações."

A China não fará isso para buscar "lucros magros" e "uns poucos trocados".

Li ainda afirmou que o sistema comercial multilateral deve ser mantido, e que ações comerciais unilaterais não resolverão nenhum problema.

Na terça-feira, Pequim acrescentou 60 bilhões de dólares em produtos norte-americanos a sua lista de tarifas de importação em retaliação a taxas anunciadas pelos EUA sobre 200 bilhões de dólares em produtos chineses.

Mas Pequim está ficando sem espaço para responder a mais tarifas dos EUA, levantando preocupações de que pode recorrer a outras medidas para driblar o que pode ser uma prolongada batalha comercial.

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