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Ibovespa fecha quase estável com incerteza eleitoral se contrapondo à cena externa benigna

20/09/2018 17h43

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa fechou praticamente estável nesta quinta-feira, numa sessão sem tendência definida, tendo como pano de fundo o tom positivo dos mercados no exterior, mas com incertezas sobre o desfecho da disputa eleitoral no país ditando volatilidade.

O principal índice da bolsa paulista teve variação negativa de 0,07 por cento, a 78.116,01 pontos, após oscilar da máxima de 78.943,89 pontos à mínima de 77.820,24 pontos. O volume financeiro do pregão somou 8,25 bilhões de reais.

Pesquisa Datafolha divulgada na madrugada desta quinta-feira mostrou que o candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, segue na liderança da disputa pelo Palácio do Planalto, com 28 por cento de apoio, enquanto o candidato do PT, Fernando Haddad, tem 16 por cento, em empate técnico com Ciro Gomes (PDT), que registra 13 por cento.

Na visão da equipe da corretora Brasil Plural, o Datafolha mostra um cenário mais aberto e fragmentado do que o mostrado pelo Ibope na pesquisa divulgada na terça-feira.

"No entanto, Bolsonaro e Haddad seguem em trajetória de alta, enquanto seus rivais estão parados, o que torna um segundo turno entre os dois bastante provável", avaliou a Brasil Plural.

Economistas do UBS também avaliam que é crescente a chance crescente de um segundo turno entre Bolsonaro e Haddad, enquanto ressaltam que o Datafolha aponta uma disputa acirrada na maioria dos cenários se segundo turno.

"Bolsonaro tem muito apoio nas mídias sociais, mas Haddad tem uma forte estrutura partidária e provavelmente herdará muitos dos eleitores de Lula, especialmente no Nordeste. Seu principal desafio será superar Ciro Gomes", afirmam Fabio Ramos e Tony Volpon em relatório a clientes.

Na visão de um gestor de uma administradora de recursos no Rio de Janeiro, "o vencedor das eleições só será decido 'nos 48 minutos do segundo tempo' e até lá teremos que conviver com bastante incerteza".

No exterior, Wall Street fechou com máximas recordes para o S&P 500 e o Dow Jones, ajudados pelo avanço de ações de tecnologia e com a percepção de que as novas tarifas dos EUA e China são menos danosas do que se temia.

O dólar também teve um dia de queda perante uma cesta de moedas diante da menor preocupação com os reflexos do embate comercial entre Washington e Pequim.

DESTAQUES

- ITAÚ UNIBANCO PN caiu 0,65 por cento e BRADESCO PN cedeu 0,21 por cento, com o setor de bancos segue suscetível a especulações sobre o desfecho eleitoral. BANCO DO BRASIL e SANTANDER BRASIL UNIT, contudo, avançaram 0,27 e 0,37 por cento, respectivamente.

- VALE subiu 1,26 por cento, em alinha com outras mineradoras no exterior. A companhia afirmou em evento na China que avalia expandir seu projeto S11D, no Pará, em busca de ganhos com o crescente apetite por variedades de minério com alto teor de ferro em seu maior mercado, a China.

- CIELO perdeu 5,44 por cento, a 12,68 reais, na mínima do dia e o piso de fechamento desde junho de 2013, com a empresa pressionada por resultados recentes piores e aumento da competição no setor de meios de pagamentos. A companhia assinou acordo com o Cade se comprometendo a mudar práticas sobre repasse de dados dos recebíveis de cartões.

- PETROBRAS PN caiu 0,55 por cento, acompanhando a queda dos preços do petróleo no exterior e com o papel também vulnerável às expectativas políticas.

- GOL PN subiu 5,62 por cento, engatando a quinta sessão consecutiva de alta, no melhor desempenho do índice. No ano, porém, papel ainda acumula perda de 24 por cento. A sua controlada SMILES avançou 3,34 por cento.

- COPEL subiu 2,20 por cento, após divulgar na véspera que iniciou a operação em testes do Complexo Eólico Cutia, formado por 7 parques e que totaliza 180,6 MW de capacidade instalada.

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