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Haddad diz que busca recompor campo democrático de centro-esquerda para 2º turno

09/10/2018 12h23

SÃO PAULO (Reuters) - O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, disse nesta terça-feira que trabalha para recompor o que chama de campo democrático de centro-esquerda e está conversando com PDT, PSB e PSOL sobre apoios no segundo turno, mas não se está tratando de cargos em um eventual governo.

“Sempre fomos favoráveis ao campo democrático popular, que esses partidos sempre estivessem juntos no segundo turno em defesa da democracia e dos direitos. Essa recomposição de campo é importante para nós”, disse Haddad.

"Estamos em contato com Ciro, com as lideranças do PSB, do PSOL, para formar essa coalizão, acrescentou.

Haddad, que conversou com jornalistas na chegada à reunião da Executiva do PT, recebeu na noite de segunda a visita de Mangabeira Unger, um dos principais colaboradores da campanha de Ciro. I partido também já conversou com Carlos Siqueira, presidente do PSB --o partido reúne nesta terça a Executiva para decidir a posição no segundo turno-- e com Guilherme Boulos, ex-candidato pelo PSOL, que já declarou apoio.

Haddad disse ainda que não houve contatos com o PSDB e que não sabe qual a posição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, com quem tem uma boa relação. “Vi duas declarações contraditórias dele, não sei qual é a mais recente”, disse.

O PT tem feito movimentos para acomodar ideias de aliados e facilitar os apoios para o segundo turno. Ontem, decidiu tirar do programa de governo o ponto que falava de criar ambiente para uma Constituinte, uma questão que incomodava o PCdoB, que já está na aliança, o PSB e também havia sido publicamente criticado por Ciro.

Hoje, o partido dá destaque em suas redes sociais ao programa Dívida Zero, inspirado na ideia de Ciro de renegociar as pequenas dívidas individuais e deu origem a uma de suas principais frases, “eu vou tirar seu nome do SPC”.

LIBERDADE DE EXPRESSÃO \

Haddad começou sua fala aos jornalistas defendendo a jornalista da Globo Miriam Leitão, que tem sido atacada por ter criticado o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, e disse que sua campanha fez um gesto em direção à campanha de Bolsonaro para o combate à notícias falsas.

“As duas campanhas podiam se ajudar e contribuir para que as pessoas recebessem informações reais sobre o que cada um pensa”, disse. “Nós acenamos ontem e recebemos uma resposta no nível do candidato.”

Bolsonaro chamou Haddad de “canalha” ao responder pelo Twitter a proposta que o petista fez em uma entrevista.

(Reportagem de Lisandra Paraguassu)

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