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GPA quer concluir saída em 2019 da Via Varejo, que volta a ter Estermann como CEO

21/12/2018 19h21

SÃO PAULO (Reuters) - O conselho de administração GPA aprovou nesta sexta-feira (21) o início do processo de desinvestimento da companhia na Via Varejo, que anunciou a volta de Peter Estermann como presidente.

A saída do GPA começará na próxima quinta-feira com a venda de 50 milhões de ações da Via Varejo, que concentra os negócios de varejo de eletrodomésticos e móveis, montante que corresponde a 3,86% do capital.

Considerando o preço de fechamento da ação da Via Varejo nesta sexta-feira, de R$ 4,56 cada, essa operação movimentaria cerca de R$ 228 milhões.

A participação total do GPA na Via Varejo é de 43,23% do capital da companhia. A saída completa da unidade deve ser concluída até o final de 2019.

O conselho também instruiu a administração a "ativamente perseguir a alienação do remanescente da participação acionária detida na Via Varejo para um investidor estratégico", diz o fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

O documento afirma ainda que o desinvestimento do GPA na Via Varejo pode acontecer por meio de operações no mercado de capitais. A meta é que operação aconteça até dezembro de 2019.

O anúncio acontece quase um mês após a Via Varejo ter unificado seu capital em ações ordinárias e a entrada no Novo Mercado, segmento com as regras mais rigorosas de governança corporativa da bolsa paulista.

Volta de Peter Estermann

Em comunicado separado, a Via Varejo anunciou a volta de Peter Estermann como diretor-presidente da companhia, cargo que vai acumular junto com a cadeira no conselho de administração da Via Varejo e com a presidência-executiva do GPA.

Segundo a Via Varejo, o executivo terá entre as prioridades, "além de acelerar a conclusão das mudanças em curso, buscar a rápida e consistente retomada da rentabilidade da companhia a ser alcançada nos primeiros meses de 2019".

A Via Varejo passou em fevereiro por um troca de comando, com Flávio Dias assumindo como presidente no lugar de Peter Estermann, que assumiu então a presidência do GPA.

(Por Aluísio Alves)