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Presidente do BC reitera que momento recomenda cautela na condução da política monetária

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto - Silvia Zamboni/Valor/Agência O Globo
O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto Imagem: Silvia Zamboni/Valor/Agência O Globo

15/01/2020 14h58

Por Marcela Ayres

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, reiterou nesta quarta-feira que o atual estágio do ciclo econômico recomenda cautela na condução da política monetária e voltou a assinalar que o comportamento do câmbio está descolado da percepção de risco ligada ao país.

As mensagens constam em apresentação divulgada pelo BC por ocasião de sua participação em conferência do Santander em Cancun, no México.

Na apresentação, Campos Neto também repetiu que os próximos passos do Comitê de Política Monetária (Copom) continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação.

A primeira reunião do ano do Copom será nos dias 4 e 5 de fevereiro.

Atualmente, os juros básicos estão na mínima histórica de 4,50%, e economistas consultados pelo BC na mais recente pesquisa Focus preveem um corte de 0,25 ponto na Selic no mês que vem, em meio ao ambiente de inflação controlada e atividade econômica sem ímpeto.

Sobre a economia, Campos Neto avaliou na apresentação que o corte de gastos promovido pelo governo não tem impedido a recuperação, com o setor de construção aparecendo como destaque na retomada.

Já em relação ao câmbio, a apresentação listou entre os eventos que afetaram o comportamento do real do início de novembro ao início de dezembro o resultado do leilão de petróleo da cessão onerosa, o ambiente de turbulência na América Latina e a revisão dos dados divulgados pelo Brasil para a balança comercial.

Diferentemente de outras vezes no passado, Campos Neto sinalizou no documento que o avanço do dólar frente ao real caminhou na contramão do risco ligado ao país.

Ele pontuou ainda que o custo de proteção contra calote da dívida brasileira, medido por Credit Default Swaps (CDS) ficou numa média de 178 pontos-base quando o país detinha grau de investimento, estando agora abaixo desse patamar apesar de o país não mais deter o selo de bom pagador.

O CDS de cinco anos fechou a terça-feira em 101,08 pontos-base.

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