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Atividade manufatureira nos EUA se recupera, mas gasto com construção cai

03/02/2020 12h15

Por Lucia Mutikani

WASHINGTON (Reuters) - A atividade fabril dos EUA se recuperou inesperadamente em janeiro, em meio a um aumento de novos pedidos, o que ofereceu esperança de que uma queda prolongada no investimento empresarial provavelmente tenha chegado ao fundo do poço.

A atividade no setor havia recuado por cinco meses consecutivos.

Uma recuperação no investimento das empresas é fundamental para manter a mais longa expansão econômica da história, agora em seu 11º ano, em meio a sinais de fadiga nos gastos dos consumidores. A economia cresceu 2,3% em 2019, ritmo mais lento em três anos, depois de expandir 2,9% em 2018.

O Instituto de Gestão do Fornecimento (ISM) informou nesta segunda-feira que seu índice de atividade fabril nacional aumentou para 50,9 no mês passado, nível mais alto desde julho, ante 47,8 de dezembro --revisados para cima.

Economistas consultados pela Reuters previam que o índice subiria para 48,5 em janeiro, ante 47,2 em dezembro.

Leituras acima de 50 indicam expansão no setor manufatureiro, responsável por 11% da economia dos EUA. O índice ISM se manteve abaixo da marca de 50 por cinco meses consecutivos.

A melhora nos dados do ISM provavelmente reflete o arrefecimento de tensões comerciais entre Estados Unidos e China. Washington e Pequim assinaram a Fase 1 de um acordo comercial no mês passado. O acordo, no entanto, deixou em vigor as tarifas dos EUA sobre 360 bilhões de dólares em importações chinesas, cerca de dois terços do total, o que, segundo economistas, continuará sendo uma restrição ao setor fabril.

Outro relatório mostrou que os gastos com construção diminuíram 0,2% em dezembro, a primeira queda desde junho. Os dados de novembro foram revisados ​​para mostrar que os gastos aumentaram 0,7% --ante alta relatada anteriormente de 0,6%.

Economistas consultados pela Reuters previam que gastos com construção subiriam 0,5% em dezembro. Os gastos com construção aumentaram 5,0% na comparação ano a ano em dezembro.

Em todo o ano de 2019, os gastos com construção caíram 0,3%, primeiro declínio anual desde 2011, após aumento de 3,3% em 2018.

Em dezembro, os gastos em projetos privados de construção recuaram 0,1%, depois de terem crescido 0,6% em novembro. A queda foi puxada por uma retração de 1,8% em gastos com estruturas não-residenciais --que incluem plantas industriais e exploração de minas, eixos e poços-- para o menor nível desde novembro de 2018.

O investimento em projetos públicos de construção caiu 0,4% em dezembro, depois de uma alta de 1% em novembro. Gastos em projetos locais e estaduais caíram 0,6%, após subirem 0,9% em novembro. Despesas com projetos federais cresceram 2,1% em dezembro, para o maior nível desde dezembro de 2012. Isso veio após um avanço de 1,7% em novembro.