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Brasil produzirá 14 mil respiradores após fracasso em negociações com China

08/04/2020 20h17

Empresas brasileiras vão produzir 14 mil respiradores para reforçar a quantidade de equipamentos já existentes no país em meio ao avanço da pandemia do novo coronavírus, anunciou nesta quarta-feira o diretor de Logística em Saúde do Ministério da Saúde, Roberto Dias.

A decisão do governo ocorre após o ministério praticamente descartar a aquisição de equipamentos da China, maior produtor desse tipo de insumo em escala mundial e que foi o epicentro inicial da pandemia, diante das dificuldades de se fechar compras com fornecedores do país asiático.

Segundo o diretor do ministério, serão 7 mil respiradores de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e outros 7 mil de transporte. Ele ressalvou que há um "grande desafio" para se construir esses equipamentos porque há peças que só existem no mercado internacional e tem havido dificuldades com essa cadeia de suprimento.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse que o movimento que o país está fazendo é "extremamente complexo" e ocorre após o ministério praticamente descartar a compra de 15 mil respiradores de uma empresa da China, que tinha 30 dias para entregar os equipamentos.

"Como (o vendedor) não deu garantias de trazer, descartamos essa possibilidade", disse o ministro, acrescentando que o projeto de produção local teve início há aproximadamente 45 dias.

Mandetta anunciou que só a Magnamed —empresa especializada em ventilação pulmonar— fechou um contrato para produzir 6,5 mil respiradores. Segundo o ministério, ao custo de 322,5 milhões de reais, todos os equipamentos feitos pela empresa serão entregues em 90 dias, sendo 2 mil deles ainda neste mês.

O ministro citou que essa empresa tinha uma produção "bem limitada", de até 500 respiradores até o final do ano, mas que foi montada uma operação para incrementar a produção.

O ministro citou que empresas de outras áreas, como Positivo , Suzano , Klabin , Flex , Embraer , Fiat-Chrysler e White Martins, estão participando da operação.

Mandetta mencionou ainda que os bancos BTG Pactual [BPAC11.UL] e Itaú Unibanco , e a Febraban, participaram também da ação para viabilizar a engenharia financeira dos contratos, com capital de giro e financiamento.

O diretor do ministério citou que a WEG é outra empresa que está se estruturando para fabricar os respiradores.

Economia