PUBLICIDADE
IPCA
0,26 Jun.2020
Topo

S&P 500 sobe com esperanças de recuperação econômica e vacina, mas se afasta de máximas

26/05/2020 19h28

Por Sinéad Carew

NOVA YORK (Reuters) - Os mercados de ações do Estados Unidos fecharam em alta nesta terça-feira, com otimismo sobre o desenvolvimento de vacinas contra o coronavírus e um renascimento da atividade empresarial, mas o S&P 500 não conseguiu se manter acima do nível psicológico de 3 mil pontos.

As ações reduziram os ganhos no final da sessão, depois de a Bloomberg News informar que o governo Trump avaliava uma série de sanções contra autoridades, empresas e instituições financeiras chinesas, reforçando comentários feitos mais cedo pelo assessor da Casa Branca Larry Kudlow.

Kudlow disse que o presidente dos EUA, Donald Trump, estava "tão irritado com a China sobre vírus e outros assuntos que o acordo comercial não é tão importante para ele como era antes".

O S&P 500 havia cruzado a barreira dos 3 mil pontos pela primeira vez desde 5 de março, antes de voltar a ficar abaixo desse nível no final da sessão.

Dados mostraram que a confiança do consumidor nos EUA aumentou levemente em maio, reforçando esperança de que o pior do impacto da paralisação econômica tenha ficado para trás.

O índice Dow Jones subiu 2,17%, a 24.995,11 pontos. O Standard & Poor's 500 teve ganho de 1,23%, a 2.991,77 pontos. O Nasdaq teve alta de 0,17%, a 9.340,22 pontos.

As ações do grupo de biotecnologia dos EUA Novavax Inc. fecharam em alta de 4,5%, após se juntar à corrida para testar candidatos a vacina contra o coronavírus em humanos e alistar seus primeiros participantes. Merck & Co Inc. terminou em alta de 1,2%, depois que anunciou planos de desenvolver duas vacinas separadas.

Embora os dados macroeconômicos apontem uma profunda recessão, Shawn Snyder, chefe de estratégia de investimentos da Citi Personal Wealth Management, se disse focado na recuperação. Mas ele questionou quão mais o mercado subiria com a eleição presidencial dos EUA em novembro e as tensões entre EUA e China.

"Será mais difícil encontrar retornos daqui para a frente", disse ele.

Economia