PUBLICIDADE
IPCA
0,24 Ago.2020
Topo

Iguatemi tem queda de 23% no lucro do 2º tri, sob impacto da Covid-19

04/08/2020 19h42

Por Aluisio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - A Iguatemi teve queda no lucro do segundo trimestre, afetada pela forte redução de receitas uma vez que o seu setor de shopping centers foi um dos mais atingidos pelas medidas de isolamento social para conter a pandemia da Covid-19.

A companhia anunciou nesta terça-feira que o lucro de abril a junho, o período mais agudo da crise que ainda mantém alguns de seus shoppings fechados e a maioria com restrições de funcionamento, somou 46,3 milhões de reais, queda de 23% em relação a igual período de 2019.

A receita líquida da companhia no período, de 160,9 milhões de reais, foi 14,3% menor ano a ano, refletindo reduções em todas as linhas de negócios, incluindo as de 47,8% com as taxas de administração e de 91,6% nas receitas de estacionamento.

A companhia afirmou no balanço que atualmente 12 de 16 empreendimentos do portfólio estão em operação, mas com limite de capacidade entre 20% e 50%.

A receita de aluguel foi apenas 2,8% menor, mas o Iguatemi usou um mecanismo de prorrogar os aluguéis com vencimento em abril para outubro. A empresa também afirmou que descontos por conta do efeito da pandemia "serão linearizados por um período de 30 meses".

Além disso, a companhia reduziu fortemente as despesas, com o total excluindo amortização e depreciação caindo 28,8%, para 38,9 milhões de reais.

Esse conjunto, assim como o menor volume de impostos pagos no período, aliviou parcialmente os efeitos negativos da crise.

O resultado operacional do trimestre medido pelo lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) caiu 16,5%, para 114,93 milhões de reais. A margem Ebitda caiu apenas 2 pontos percentuais, para 71,4%.

O Iguatemi fechou junho com uma posição de caixa de 1,2 bilhão de reais, alta de 17% em relação ao fim de 2019, refletindo a captação de 300 milhões de reais em debêntures. Com isso, a alavancagem medida pela relação dívida líquida/Ebitda subiu de 2,03 para 2,66 vezes, a 1,56 bilhão de reais.