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Latam Airlines tem prejuízo de US$573,1 mi no 3º tri

Em setembro, a taxa de ocupação das aeronaves da companhia no Brasil superou 80% pela primeira vez desde o início da pandemia - Latam/Divulgação
Em setembro, a taxa de ocupação das aeronaves da companhia no Brasil superou 80% pela primeira vez desde o início da pandemia Imagem: Latam/Divulgação

Fabián Andrés Cambero

06/11/2020 19h40

A Latam, maior companhia aérea da América Latina, reportou nesta sexta-feira prejuízo de 573,1 milhões de dólares no terceiro trimestre, ainda sob impacto da pandemia do coronavírus.

A Latam explicou que a receita total do grupo despencou 80,8%, para 512,9 milhões de dólares, entre julho e setembro. Em contraste, a receita de carga aumentou quase 13%.

"Embora tenhamos feito muito esforço nos custos, não são bons resultados. Não é uma surpresa, dado este ambiente de demanda", disse o vice-presidente de finanças, Ramiro Alfonsín, a jornalistas.

Mas o executivo destacou que "estamos começando a ver um impacto e uma retomada na demanda, principalmente nos mercados domésticos, que já estão todos operando, e um pouco no mercado internacional".

Em setembro, a taxa de ocupação das aeronaves da companhia no Brasil superou 80% pela primeira vez desde o início da pandemia, afirmou.

Em maio, a Latam pediu recuperação judicial nos Estados Unidos, devido ao impacto das restrições causadas pela pandemia, e Alfonsín manteve a previsão de conclusão do processo em um período entre 12 e 18 meses.

Também especificou que no início de outubro foram repassados 1,15 bilhão de dólares dos 2,4 bilhões comprometidos no plano de financiamento.

O executivo disse que os recursos somam-se a um caixa de 866 milhões de dólares da empresa.

A companhia aérea, que operava em setembro com 20% de sua capacidade ante mesmo período do ano passado, registrou prejuízo operacional de 564,7 milhões de dólares, enquanto os custos com combustível caíram 84,7%.

O grupo nascido da fusão da chilena LAN com a brasileira TAM em 2012, e com unidades operacionais no Chile, Brasil, Colômbia e Peru, tem meta de atingir 40% da capacidade até o fim do ano.