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Ibovespa fecha em queda com ruído fiscal, mas Petrobras e NY limitam perda

19/01/2021 18h36

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa fechou em queda nesta terça-feira, em meio a ruídos relacionados à cena fiscal do país e com as siderúrgicas entre as maiores perdas, embora tenha se afastado das mínimas com o suporte de Petrobras e de Wall Street.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,5%, a 120.636,39 pontos, depois de avançar a 122.120,24 pontos na máxima da sessão. No pior momento, chegou a 119.257,03 pontos.

O volume financeiro da sessão somou 29,7 bilhões de reais.

O tom positivo prevaleceu na abertura da bolsa paulista, apoiado na trajetória dos mercados no exterior, mas novos ruídos envolvendo uma prorrogação no auxílio emergencial ligado à pandemia de Covid-19 minou o otimismo dos investidores.

"É o risco fiscal voltando", afirmou o diretor de investimentos da Reach Capital, Ricardo Campos, chamando também a atenção para a alta do risco país e valorização do dólar em relação ao real.

Ele chamou a atenção para a disputa pelo comando da Câmara dos Deputados, com o candidato Baleia Rossi (MDB-SP) - que tem o apoio do atual presidente, Rodrigo Maia (DEM-RJ) - se mostrando a favor da continuidade da ajuda.

Para Campos, preocupa ter um presidente da Câmara não alinhado ao governo em pautas como a fiscal, particularmente com o presidente Jair Bolsonaro vendo sua popularidade cair com a piora da percepção sobre a atuação dele no combate ao Covid-19.

Em Nova York, as bolsas norte-americanas fecharam em alta na volta do feriado, com balanços de bancos mostrando resultados acima do esperado e Janet Yellen pediu aos parlamentares para "agirem grande" no próximo pacote de alívio ao coronavírus.

Indicada pelo presidente eleito dos Estados Unidos Joe Biden para chefiar o Tesouro, ela afirmou acreditar que os benefícios irão superar em muito os custos.

O índice norte-americano de referência S&P 500 fechou em alta de 0,8%.

Investidores também estão na expectativa da posse de Joe Biden como novo presidente dos Estados Unidos na quarta-feira.

Para o estrategista-chefe de mercado global da Axi, Stephen Innes, mudança positiva na confiança do investidor na véspera da posse é um sinal claro de que mercado está se inclinando para uma aprovação antecipada na agenda política do governo Biden.

DESTAQUES

- VALE ON terminou em baixa de 0,27%, em sessão de fraqueza dos preços futuros do minério de ferro no mercado chinês, na esteira do enfraquecimento nas margens do aço na China. No setor de mineração e siderurgia, CSN ON capitaneou as perdas com declínio de 5,71%.

- PETROBRAS PN subiu 2,21%, com a alta do petróleo no exterior. A petrolífera recebeu nova autorização do Ministério de Minas e Energia para importar gás natural da Bolívia, enquanto Credit Suisse elevou o preço-alvo do ADR.

- BTG PACTUAL UNIT avançou 3,12%, tendo no radar precificação de oferta de ações nesta semana. Na máxima, bateu o recorde de 97,37 reais. Entre os bancos do Ibovespa, ITAÚ UNIBANCO PN cedeu 1,19% e BRADESCO PN caiu 1,6%.

- WEG ON fechou em baixa de 2,83%, atingida por realização de lucros, um dia após renovar máximas históricas.

- TOTVS ON subiu 2,5%, no segundo dia de alta. Na semana passada, a companhia divulgou que avalia a potencial aquisição da RD Gestão e Sistemas, mas que até aquele momento não firmara documento vinculante para concretizar a transação. (https://bit.ly/3a1BvN9)

- SUZANO ON valorizou-se 3,03%, para fechamento a recorde de 65,21 reais, encontrando suporte na alta do dólar ante o real. No melhor momento, chegou a 65,87 reais, recorde intradia. No setor, KLABIN UNIT avançou 0,10%.

- IMC ON, que não está no Ibovespa, caiu 9%, após ser notificada de denúncia do contrato com a rede norte-americana KFC, com efeitos imediatos, uma vez que não chegou a acordo envolvendo repactuação do atual contrato. A IMC avalia procedimento arbitral.

- SANTOS BRASIL ON, que também não faz parte do Ibovespa, subiu 4,73%, após divulgar que sua oferta para explorar provisoriamente uma área de 64.412 m2 no cais do Saboó, na margem direita do Porto de Santos, foi considerada a mais vantajosa e, portanto, a melhor classificada.