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BC do Japão melhora perspectiva de crescimento para próximo ano e mantém política monetária

21/01/2021 07h36

Por Leika Kihara e Tetsushi Kajimoto

TÓQUIO (Reuters) - O banco central do Japão deixou inalterada sua política monetária nesta quinta-feira e melhorou a projeção econômica para o próximo ano fiscal, mas alertou para os crescentes riscos às perspectivas uma vez que as medidas de emergência contra o coronavírus ameaçam a frágil recuperação.

O presidente do Banco do Japão, Haruhiko Kuroda, disse que a diretoria também discutiu a revisão de suas ferramentas de política monetária a ser feita em março, embora tenha dado poucas indicações sobre qual será o resultado.

"Nossa revisão não irá focar apenas em lidar com os efeitos colaterais de nossa política. Precisamos torná-la mais eficaz e ágil", disse Kuroda em entrevista á imprensa.

Como esperado, o banco central manteve suas metas sob o controle da curva de rendimentos em -0,1% para os juros de curto prazo e em torno de 0% para os rendimentos dos títulos de 10 anos.

Em novas projeções trimestrais, o Banco do Japão melhorou a previsão de crescimento para o próximo ano fiscal a uma expansão de 3,9% ante 3,6% há três meses, com base nas esperanças de que o enorme pacote de gastos do governo vai aliviar o impacto da pandemia.

Mas ofereceu uma visão mais desanimadora sobre o consumo, alertando que os gastos com serviços continuarão sob "forte pressão de baixa" devido ao novo estado de emergência adotado este mês.

"A economia do Japão está acelerando como tendência", disse o banco central no relatório.

Embora Kuroda tenha reiterado a prontidão do banco para aumentar o estímulo, ele mostrou esperanças de que as exportações robustas e a distribuição esperada das vacinas melhorem as perspectivas para a recuperação.

"Não acho que o risco de o Japão cair de volta em deflação seja alto", disse ele, sinalizando que o banco central ofereceu estímulo suficiente por enquanto para aliviar o impacto da Covid-19.

Muitos analistas esperavam que o Banco do Japão optasse pela manutenção da política monetária antes da revisão em março, que busca tornar suas ferramentas sustentáveis.

((Tradução Redação São Paulo, 55 11 5047 2984)) REUTERS CMO